segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Seja bem-vindo, 2016!

     E começamos mais um ano... Daqui a pouco, estaremos encerrando 2016 com a sensação de que acabamos de começá-lo, não é? Qual é a explicação, afinal?     Lendo um pouco sobre isso, encontramos alguns artigos interessantes. A revista "Mundo Estranho", por exemplo, explicou da seguinte forma: "Há várias hipóteses para o fenômeno, mas a mais aceita aponta que essa sensação está relacionada à quantidade enorme de informações e experiências a que estamos sujeitos atualmente." A Revista "Superinteressante" diz em um artigo que "Há também uma explicação bioquímica para nossa percepção do ritmo em que horas e dias passam. À medida que envelhecemos, acredita-se, cai a produção cerebral de dopamina" [...], Isso explicaria, por exemplo, por que avós reclamam que “o ano passou rápido e já é Natal novamente” enquanto as crianças sofrem com a longa e demorada espera pela chegada dos presentes."     Como essa aceleração pode no prejudicar? Simples... Nos acostumamos a "correr". É como se nós fôssemos um carro de corrida e a pista é nossa própria vida. Estamos acelerados, a adrenalina da velocidade corre em nossas veias e nos torna mais e mais imediatistas. Ninguém quer esperar, pois esperar é "perder tempo". TEMPO É DINHEIRO!!! Meu tempo é precioso, então eu preciso aproveitar cada segundo. Por que eu deveria parar para ouvir seus problemas? Não sou psicólogo, além disso, também tenho os meus próprios problemas. Ligar pra um amigo, parente, etc...? Isso demanda tempo! Mando uma mensagem de texto e está tudo certo.     E assim os anos passam tão rápido que, quando nos damos conta, já estamos cantando os jingles de Natal. E perdemos mais um ano, sem saber como...
     Dessa forma, seja bem-vindo, 2016! Venha e sente-se para um café comigo, vamos conversar... Me mostre o que você tem para me ensinar e me ensine devagar, porque eu preciso aprender tudo, nos mínimos detalhes... E se eu, de repente, me levantar por me sentir entediada, me cante uma canção! Prometo que pego meu violão para te acompanhar... 

   

domingo, 16 de novembro de 2014

Com meus botões

     Nos últimos meses, inevitavelmente, passei a assumir uma postura mais introspectiva, trazendo à minha realidade uma reflexão crítica sobre a vida.
     Não que essa postura seja totalmente clara para a maioria das pessoas que convivem comigo. São reflexões feitas e discutidas à moda antiga, com meus botões, com o silêncio gritante das noites vazias de insônia. São reflexões sobre como é breve a vida humana em sua essência terrena. Às vezes, vive-se muitos anos, mas na realidade, os anos de vida foram muito poucos. Outros vivem por tão pouco tempo, mas continuam vivos na memória de muita gente, nas atitudes e palavras que ecoam, batem e rebatem nos paredões invisíveis da vida. Como é difícil resumir a vida de alguém...
     Me dei conta, portanto, de quanto tempo perdi nesses trinta e poucos anos. Caminhos errados, atalhos na estrada que pareciam me levar mais rápido ao caminho pretendido, mas que acabaram atrasando minha jornada... Os pés cansados querem parar; o coração ansioso tente a insistir na viagem; a razão diz que é melhor voltar e traçar novos itinerários... É uma luta constante, entre a vontade de parar e a necessidade de seguir em frente.
     Nesse momento, enquanto escrevo, meu botões gritam coisas nos meus ouvidos. Eles não são tão educados como eu gostaria que fossem... falam todos ao mesmo tempo e nunca conseguem chegar a uma conclusão. A vontade de parar é muito grande, confesso. Há muita coisa envolvida nessa caminhada, há muitos desafios a encarar e muitos caminhos pedregosos pela frente. Meus pés já estão cansados. Meu coração não está tão ansioso assim, bate fraco e igualmente cansado. Minha razão parece ser a única voz coerente, mas está tão sufocada pelas intempéries da caminhada que quase não a escuto.
     Coisas que faziam sentido antes, agora não fazem mais. Com quem vou falar? Com quem vou discutir? Como faço para organizar essa tempestade cerebral? Preciso de um norte, de um ponto de equilíbrio, de algo em que posso me segurar até esse meu mundo parar de girar. Sinto falta dela, do seu silêncio que dizia tanto, que me acalentava. Sinto falta da minha vida quando ela estava comigo...
     Sei que nada parece coerente aqui. Nem estou me preocupando com todas as regras de redação, produção de texto, coerência... Só quero tentar aliviar a pressão dessa "caldeira" antes que exploda de uma vez. Se isso acontecer, os danos podem ser irreversíveis...
     E como nada mais faz sentido neste momento, deixe eu voltar às discussões com meus amigos botões.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Deus te livre de ser como eu!

     Qual é a sua essência?
     Olhe para si mesmo, naquele espelho moral que todos trazemos intimamente e veja que imagem está refletida ali.
     Não é o que você gostaria de ser, ou ainda o que pensa que é. Quem é você, realmente? De que é formado? Qual é o retrato do seu caráter?
     Estranho pensar nisso. Para nós, e isso é fato, a imagem que temos é de quem gostaríamos de ser. Errado pensar assim? Óbvio que não! O problema é pensar que somos uma coisa, quando tentamos, na verdade, mascarar quem realmente somos. E a razão é simples: somos maus e não gostamos de admitir isso.
     Minha natureza já foi corrompida pelo pecado, portanto, sou essencialmente má. Quando me vejo neste espelho especial, vejo meu egoísmo, minha maldade, a indiferença com a dor do próximo, meu desejo de pagar o mal com a mesma moeda, minha tendência a julgar e apontar o erro do outro... A lista é interminável. Infelizmente, não dá para negar que nascemos com essa natureza humana e pecaminosa. Por isso, Deus te livre de ser como eu!
     Seria um caso encerrado se não fosse por um PEQUENO detalhe... O clichê religioso é realmente mais que um jargão qualquer: Jesus é carpinteiro por excelência e pode consertar qualquer "pau que nasce torto". Ele nos dá um exemplo de como subjugar essa natureza  a fim de sermos mais parecidos com quem nós gostaríamos de ser: homens e mulheres bons. Simples assim! Queremos ser bons, queremos que as pessoas nos admirem, que gostem da nossa companhia... Isso porque também queremos encontrar e estar perto de pessoas assim, pessoas que  gostaríamos de ser.
     Olhando para nós, realmente é difícil ser alguém admirável. Deus conhece nosso interior como ninguém, até melhor que nós mesmos, porque Ele sonda as intenções do nosso coração. O Sermão da Montanha é um bom manual de vida para quem deseja ser como Jesus. Aliás, desde a Lei, temos um conjunto de regras a seguir. Jesus, porém, foi além das atitudes politicamente corretas. Ele resume toda a Lei em uma só palavra: amor. O amor a Deus, sobre todas as coisas, e o amor ao próximo, da mesma forma como nos amamos. Não dá para fazer uma coisa e virar as costas para a outra. Não podemos amar somente a Deus e esquecer do nosso próximo. O "homem natural" que habita em nós de repente faria isso. Mas como é possível amar a quem não vemos e desprezar àquele a quem vemos?
     Já passou da hora de trocarmos nossa lente e começarmos a olhar através da ótica divina. Deixar de achar que somos algo que não somos. Deixar de lado as máscaras que usamos para esconder nossa fraqueza e admitir que nada somos sem Ele. Deixar de nos conformar com quem nós somos e não tentar ser pessoas melhores a cada dia. A grande evolução humana não está na teoria da evolução das espécies, mas está na evolução do caráter. Ser melhores hoje do que fomos ontem. Evoluir, neste sentido, é produzir o fruto do Espírito.
     Ainda não sou quem gostaria de ser, admito. Mas estou tentando... não vou acertar em todas as tentativas, mas não vou parar de tentar me aproximar da imagem que espero ver e de me tornar a pessoa que Deus espera que eu seja.
     Admitir quem realmente somos já é o primeiro passo para a mudança. Permanecendo nessa caminhada, com a ajuda de Deus e com muita força de vontade, chegaremos mais perto da imagem que queremos ver refletida em nosso espelho. Teremos, enfim, o caráter de Cristo.
     Que o Senhor nos abençoe.

     "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor". II Co 3.18