terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Linda mensagem!

A LIÇÃO DO LÁPIS

 

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Y
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

Y
Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Y
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Y
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Y
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.

 


Que sejamos todos nós como o lápis!

 

   

domingo, 22 de novembro de 2009

Ciúmes ou zelo?

Lembra de quando você era criança e daquele dia em que ganhou um presente que esperava há tanto tempo? Pois é, eu me lembro... Lembro bem o dia em que vi uma "estrela cadente" e fiz um pedido: pedi aquela boneca que todas as minha amigas tinham, mas era cara demais pra mamãe comprar. Mas, pedi assim mesmo. E nunca vou me esquecer do dia em que completei nove anos. Acordei com a voz de mamãe me cantando "Parabéns pra você..." e uma caixa de presentes bem ao meu lado. Ainda tonta de sono, abri a caixa, louca de curiosidade e lá estava ela: a minha boneca tão sonhada!  Como fiquei feliz! Daí em diante, você pode imaginar como me comportei: não desgrudava da boneca de jeito nenhum. Era uma uma luta até pra tomar banho! Ela tinha que estar perto de mim. Eu tinha um cuidado imenso com ela, como qualquer criança...


Crescemos ouvindo coisas do tipo "aprenda a dividir", "não seja egoísta", "deixe seu coleguinha brincar com você!". Para uns, funciona, mas para outros não é tão fácil assim. Que nome podemos dar a esse sentimento? Zelo? Cuidado? Ciúmes? Egoísmo?


O fato é que durante a infância, até fazemos o que nossos pais mandam, pois sabemos que,caso contrário, receberemos castigo, certo? Então, vamos cultivando, mascarando certos sentimentos dentro de nós que serão revelados mais tarde. À medida que vamos adquirindo posses, esses sentimentos vão crescendo e aquilo que você chama de "zelo", na verdade, não passa de "ciúmes". Eu sei, nós nunca admitimos que somos ciumentos, pois este é um sentimento ruim. Em um relacionamento, ele funciona como o sal: uma pequena quantidade não faz mal, tempera o amor. O problema é quando o saleiro derrama! O ciumento e seu "alvo" vivem em momentos extremos de conflitos e tensão. O ciúme mata a alma, mata o amor e mata, no sentido literal da palavra. Quantos crimes passionais temos visto acontecer, muitas vezes por motivos tolos, por ciúmes infundados? Enquanto o zelo cuida e quer o melhor para o outro, o ciúme aprisiona, amedronta, ameaça... O Ciumento é prisioneiro de si mesmo, não consegue viver em paz com seus pensamentos.


 



 


Ah! Lembra da boneca? Pois é, um belo dia, ao voltar da escola (tinha doze anos, mais ou menos), procurei pela minha boneca e não encontrei. Fiquei desesperada! Até que mamãe disse que recebeu a visita de uma amiga e sua filha, que ficou encantada com a boneca. E mamãe, vendo a felicidade no rosto da menina, deu-lhe a minha bonequinha... No momento em que ouvi isso, fui para o quarto e chorei... como chorei...


Mas, depois de um tempo percebi que eu já havia sido muito feliz, e agora, outra criança estava sentindo a mesma felicidade que eu sentia ao brincar com aquele brinquedo. Acho que essa foi uma das grandes lições que aprendi na vida: às vezes, é preciso abrir mão daquilo ou de quem se ama para que ambos sejam felizes e livres. Então, descobrimos o que é o amor: nele, não há lugar para o ciúme, visto que o amor é paciente, altruísta, deseja a felicidade da pessoa amada acima de tudo.


Talvez devamos aprender que as pessoas não são brinquedos que podemos usar e guardar longe dos olhares dos outros, só porque “nos pertencem”. Talvez você concorde comigo, ou não... Mas foi o que eu aprendi e estou aprendendo dia a dia: é preciso libertar quem se ama para ser igualmente livre.


Um beijo a todos!


 


Claudiane Corrêa


 


           

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Difícil, mas necessário...


Aprender a Perdoar


 


Se eu pudesse provar
Que o meu coração
Tão sozinho implora
Sempre o Seu perdão
Preciso de você perto de mim



Queria tanto Te dizer: não olhe pra trás
Mas sei que os seus olhos
Já não brilham mais
Se me esqueceu
Estou aqui e sou capaz de te mostrar



Que pra ser feliz
Vai ter que aprender a perdoar
Sem ter medo de recomeçar
Acreditar que, enfim,
Podemos unir nossos corações
Ao vivermos juntos
Um grande amor