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sábado, 23 de julho de 2011

Viver na contramão

Eu não sei nadar... Parece bobeira para alguém na minha idade (...), mas isso me incomoda. Acho lindo ver as pessoas se atirando na piscina, nadando como se já tivessem nascido com essa habilidade, como se fosse algo natural e EU fosse "anormal". Por outro lado, morro de medo de água. Não sou uma versão feminina do Cascão, mas também não sou fã de "passeios aquáticos". Prefiro programas onde eu sinta meus pés no chão, se é que me entende...

Sentir os pés no chão nos dá a sensação de segurança, de domínio da situação. Obviamente que, em algum momento, seus pés deixarão de tocar o solo e isso pode trazer um desconforto por saber que nem sempre temos o controle da situação, nem de nós mesmos. Quantas vezes nos deparamos com surpresas no caminho que já havíamos traçado? Fazemos planos, controlamos nossa prancheta de desenho, traçamos nossa vida e cada risco e rabisco têm razão de ser. Mas os imprevistos vêm... E como é ruim quando perdemos as rédeas da nossa vida! É uma sensação de "humanidade" que nos incomoda, afinal, pensamos que somos donos de nós mesmos, que podemos e temos o poder de controlar nossa vida, esquecendo que existe alguém que está além da nossa vontade. Não acredito em destino, pelo menos aquele plano  predestinado e traçado por um ser divino. Isso é muito fácil. É uma forma de não assumir seus erros, ou seja: "se isso aconteceu (seja algo bom ou ruim), é porque tinha que acontecer, estava escrito que seria assim". Acredito, sim, na vontade de Deus, mas não sou um boneco manipulado por ningém. Conheço a vontade de Deus e Ele me deu a liberdade de escolher Sua vontade ou seguir a minha. É uma escolha.

Escolher é sinônimo de renunciar. Toda escolha significa abrir mão de alguma coisa. E abrir mão significa, na maioria das vezes, andar na contramão, nadar contra a maré. No meu caso, imagine que eu estou no mar, totalmente desesperada, não dá pé... UI! E a situação se agrava porque não sei nadar, ou seja, pra onde o mar me levar, eu vou, não conseguirei nadar contra a maré. Na vida, precisamos ter nossos pés no chão para saber enfrentar situações como essas. Nem sempre a maioria está fazendo o que é certo; é mais fácil se deixar levar pela vontade da maioria do que seguir o caminho oposto. Isso é doloroso... Mas posso garantir que nesse caminho inverso, em algum momento, você vai encontrar outro transeunte solitário, depois mais outro, e mais outro... E verá que não está tão só como pensava. Vale a pena ser diferente para fazer a diferença.

Esse é meu desafio diário.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dilema: ser ou não ser?

Ser ou não ser?


Ser feliz vivendo aquilo que te faz feliz, mas somente a você OU tomar uma decisão que encherá de felicidade todos os que estão a sua volta, menos você?

Ser "politicamente correto" OU falar aquilo que pensa, mesmo sabendo que será condenado por isso?

Ser tolerante com as diferenças OU impor suas convicções a qualquer preço?

Ser "forte" OU chorar sempre que sentir necessidade?

Ser flexível OU inflexível?

Ser completamente você OU usar máscaras?

Enfim... A vida é feita de escolhas. VIVA!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sermão da Sexagésima

Estudando para uma prova, li esse trecho de um sermão do Padre Antônio Vieira e achei maravilhoso. Espero que gostem e reflitam nessas palavras.
Pregado na Capela Real (Lisboa), em março de 1655.

"Será porventura o não fazer fruto hoje da palavra de Deus, pela circunstância da pessoa? Será porque antigamente os pregadores eram santos, eram varões apostólicos exemplares, e hoje  os pregadores são eu e outros como eu? Boa razão é esta. A definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo no Evangelho não o comparou ao semeador, senão ao que semeia. Reparai. Não diz Cristo: Saiu a semear o semeador, senão, saiu a semear o que semeia. Entre o semeador e  o que semeia há muita diferença: uma coisa é o soldado, e outra coisa o que peleja; uma coisa é o governador, e outra coisa o que governa. Da mesma maneira, uma coisa é o semeador, e outra coisa o que semeia; uma coisa é o pregador, outra coisa o que prega. O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação; e as ações são as que dão ser ao pregador. Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras são as que convertem o mundo. o melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. Antigamente convertia-se o mundo, hoje por que não se converte ninguém? Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obras são tiro sem bala; atroam, mas não ferem. A funda de Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo, senão com a pedra. As vozes da harpa de Devi lançavam fora os demônios do corpo de Saul, mas não eram vozes pronunciadas com a boca, eram vozes formadas com a mão. Por isso Cristo comparou o pregador ao semeador. O pregar, que é falar, faz-se com a boca; o pregar, que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras. Diz o Evangelho que a palavra de Deus frutificou cento por um. Que quer isto dizer? Quer dizer que de uma palavra nasceram cem palavras? Não. Quer dizer que de poucas palavras nasceram muitas obras. Pois palavras que frutificam obras, vede se podem ser só palavras!"

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brincadeira de criança

          Você consegue se lembrar do presente mais precioso que recebeu quando criança? Consegue lembrar o que sentiu, da maneira que reagiu diante dessa surpresa? Eu me lembro da Barbie que ganhei... Hoje é tão comum, não é? Qualquer criança pode ter uma Barbie, mas para mim, era algo quase impossível. Improvável, talvez. Lembro-me de que uma certa noite, vi uma "estrela cadente". Qual foi meu pedido? Acertou quem disse "uma Barbie". E, no meu aniversário de nove anos, acordei com mamãe cantando "Parabéns pra você!" e deparei com uma caixa embrulhada com um papel azul cheio de ursinhos fofinhos! Quando abri... TCHÃ-RÃ!!! Minha BARBIE!!! Que felicidade! Ainda consigo sentir a mesma emoção que senti naquele momento! 
          Penso que todos nós, mesmo adultos, reagimos da mesma forma quando recebemos um presente. Uns menos esfuziantes que outros, mas todos ficamos felizes e queremos logo fazer uso do mesmo, ou exibi-lo aos outros. Mas por que será que não damos tanto valor àquilo que o Senhor nos dá? Claro que isso não é regra, por favor! Mas é algo a se pensar... O primeiro presente que recebemos de Deus é a VIDA. Você já viu alguém acordar pela manhã e fazer festa porque está vivo? Salvo aqueles que passam situações especiais (sobreviveram a um acidente ou estão condenados à morte).  Essas pessoas valorizam a vida porque, de alguam forma, viram-na escorrer por seus dedos, mas a recuperaram. Puxa, não sabia que viver era tão bom! Outros que recebem um prazo de poucos dias de vida, podem reagir de duas formas distintas: ou aproveitam cada dia ao máximo ou se entregam a uma contagem regressiva e morrem ainda em vida.
          Sabe quando você vê uma criança brincando com aquele carrinho novo? Ela brinca e quando termina, guarda na caixinha, com todo cuidado. E mantem esse ritual por alguns dias até que percebe que não precisa fazer isso sempre."Pra quê limpar o carrinho todos os dias se amanhã vai sujar de novo? Um dia sem limpar não vai fazer mal, não faz diferença...". "Pra quê guardar na caixa todo dia? Vou ter que tirar outra vez?"  "A rodinha do carrinho não está 100%... mas dá pra brincar assim mesmo". "A pintura está arranhada, mas tá tudo bem. Se eu passar um hidrocor, dá pra disfarçar".
          Quantas vezes nos comportamos da mesma forma com os talentos que Deus nos confiou? A princípio, o convite para integrar um ministério é empolgante! Agimos como aquela criança que cuida tão bem do brinquedo que recebeu. Mas, com o tempo, as exigências e o peso da responsabilidade  fazem com que percamos o vigor. Aquele cuidado de outrora, aquela vontade de manter tudo bonito já não é vista. Ensaiar... Ler a Bíblia... Jejum... Reunião de oração... "Pra quê fazer isso todos os dias se amanhã terei que fazer de novo? Um dia só não faz diferença". E assim, nossa vida cristã vai claudicando, como um carrinho com a roda empenada. Uma máscara, uma "pinturinha de hidrocor" pode esconder uma falha na aparência, mas ela continua ali. Paulo, o apóstolo, exortou a Timóteo para que não negligenciasse o dom que havia recebido (1Tm 4.14). Leia Mateus 25.14 a 30. É a famosa parábola dos talentos. Podemos concluir, após a leitura, que todos nós recebemos talentos, mas infelizmente não são todos que os que cuidam da forma como o Senhor espera que façamos. Negligenciar é deixar de fazer o que deveria ser feito, é fugir da responsabilidade, fazer pouco caso daquilo que recebeu. Muitas pessoas nunca prosperam na vida porque não querem se dar ao trabalho de enfrentar suas tarefas. Devemos lembrar sempre que tudo que temos vem de Deus e somos seus mordomos, ou seja, temos o privilégio de cuidar daquilo que Ele nos confiou.
          Portanto, queridos, ao primeiro sinal de "rodinha quebrada", devemos parar e reparar o problema. Mascarar nunca é a solução, "porque todas as coisas estão patentes e descobertas aos olhos daquele a quem temos que prestar contas" (Hebreus 4.13).
          Até a próxima!
         Em Cristo,

Claudi

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Post mortem

Antes de qualquer coisa, gostaria de esclarecer que:

  1. não vou cometer suicídio

  2. não pretendo abrir agência funerária

  3. não estou sob efeito de droga alguma


          Bom, agora posso começar. Estava assistindo a um programa de TV onde se fazia homenagens a um artista que faleceu. Várias pessoas falavam sobre sua carreira, sua vida pessoal, relembravam fatos da sua vida como marido, amigo, colega de serviço... Enfim, tudo aquilo que nós costumamos ver em velórios. Daí, dando asas à imaginação, fiquei pensando... como seria meu velório? Se nos fosse permitido assistir a cerimônia, o quê e quem gostaríamos de ver, de ouvir? Quem estaria lá ou quem não estaria?

          Nessa "viagem", comecei a planejar minha cerimônia fúnebre. Primeiro, nada de tristeza. Quero um culto alegre. Chamem meus amigos de colégio, de trabalho... Bastante gente, dá uma moralzinha para essa pobre mocinha, né? Uma música que não poderia faltar é "Grande é o Senhor" (Adhemar de Campos), minha favorita. Fora isso, meus primos teriam que cantar uma música, também. Poderia ser "Brilhante", "Meu querer"... Rogéria, minha amiga, poderia fazer um vídeo com nossas fotos e com fotos de outros amigos, a música seria "O poder de uma aliança" (Ludmila Ferber). Quem sabe ela até cantasse... Não quero que meus sobrinhos estejam lá. Quero que se lembrem da titia doida que pintava o sete com eles, não aquela coisa parada, gelada, diferente de quem eles conheceram. Mas meus irmãos têm que contar coisas engraçadas que eu fiz, fatos da infância, "micos" que paguei, as coisas que aprontei...Isso não pode faltar! Certamente, se eu estivesse assistindo, estaria me divertindo muito! Sei que parece estranho rir em um velório, mas lamentar não vai mudar a situação. Estarei num lugar maravilhoso esperando o grande dia onde estaremos todos juntos... É uma questão de tempo.

          Outra coisa importante é sobre a minha aparência. Primeiro: minha franja tem que estar bem arrumada. Pelo menos a franja tem que estar escovada e meu rosto com uma maquiagem sóbria, mas bonita. Não quero flores me cobrindo até a cabeça, POR FAVOR! Dá aflição só em pensar! Quanto à roupa, nada em especial. Só uma coisa: sapato fechado.  Pensando bem, podem me colocar uma camisete com gravata. Gostei desse look, ficou maneiro, "sussa"!

          E, para finalizar, os hinos alegres e tudo mais, já no cemitério, cantem "Vou estar lá" (Voices). Acabou. Todos vão para suas casas, mas só peço que cuidem da minha mãe. Rogéria, principalmente. Não desprezando os demais, mas seria muito importante para mamãe o apoio e companhia dela.  Quanto às minhas coisas, que não são nada, podem fazer o que quiserem. Mas só autorizo mamãe e Rogéria a mexerem nas minhas coisas. Só elas vão entender minhas bagunças (rsrsrsrsrs).

          Depois dessa leitura tão "divertida", a gente pára e pensa na fragilidade da vida. Morte é igual gripe: uma hora ela pega alguém. A diferença é que para a gripe há cura, ela pode te "pegar" várias vezes. A morte é inevitável e é a coisa mais justa que há: não importa se é pobre ou rico, branco ou negro, criança ou velho... Basta estar vivo. A Bíblia diz que 'Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos (Salmos 116:15)". O sentido do termo "preciosa" é "que custa muito". De fato, para Deus custa muito a morte de alguém do seu povo. Nem mesmo Deus está alheio ao nosso sofrimento, Ele entregou seu Filho e sabe a dor da perda. Mas nunca podemos esquecer que temos um Consolador que estará conosco em todo tempo. A morte é uma realidade inevitável. Devemos sempre estar preparados para ela. Uma vez, minha diretora e amiga precisou dar a notícia a uma aluna de que seu melhor amigo havia morrido. Em sua sabedoria, ela disse que Jesus estava preparando casinhas para todas as pessoas da terra lá no céu. E à medida em que a casa ficava pronta, ele chamava o dono da casa para habitá-la. Minha casinha está sendo preparada. Só não sei quando receberei as chaves e a escritura. Mas Deus sabe.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Para refletir...

 


"A pressa é o tempo da perda"


 


Fonte: camisa de alguém que passou por mim na rua

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Informatização x Amizade

                    Em tempos onde a diversidade é a temática global, nunca foi tão difícil lidar com ela. Apesar dos avanços tecnológicos e científicos, a dificuldade em relacionar-se com alguém pode ser considerada o mal do século. Questões lógicas: o tempo corrido, a busca por sucesso e realização profissional e pessoal, a informatização de tarefas simples como fazer compras num supermercado... Hoje é possível fazer qualquer coisa sem sair de casa!
                   Tanta mudança comportamental afetou drasticamente as relações pessoais. Se passa algum tempo sem ver alguém, mande um email ou um "torpedo". Converse com as pessoas via webcam ou através de mensagens instantâneas. Mostre-se ao mundo através do Facebook e conte a todos o que está fazendo em tempo real (on line) com algumas poucas palavras no Twitter. A nova geração globalizada e informatizada lida muito bem com um teclado e um monitor, mas revela-se incapaz de manter um relacionamento pessoal, livre e  independente dessas tecnologias. O bom e velho bate-papo... Amizade real, sabe? Mas, caso você seja um desses que desconhecem esse termo, é simples: é um relacionamento entre duas ou mais pessoas (pode-se até utilizar algum tecnologia para facilitar a comunicação...), onde há entrega, cumplicidade, companheirismo, amor... Como é difícil fazer amigos hoje! A sociedade "imediatista" não esperar. E uma amizade demanda tempo para estruturar-se, é como uma plantinha que cresce aos poucos e precisa de cuidados constantes. Não basta plantar numa "mini-fazenda" e esperar uma "colheita feliz" se você não estiver disposto a doar-se. Às vezes, por falta de prática com pessoas reais e não virtuais, um simples abraço é um gesto difícil e trabalhoso. Pessoas não costumam abraçar a tela fria de um computador! Se esse comportamento for transferido para as pessoas reais, que frieza será!
                   O fato, queridos, é que nós perdemos mais tempo conosco do que com o próximo. Estamos muito preocupados com nossa vida e projetos, por isso não temos tempo para ouvir ninguém. Não me tome por uma tecnofóbica ou por alguém que odeia tecnologias em geral. Se assim o fosse, não estaria aqui, certo? Só estou dizendo que são felizes aqueles que mantêm seus amigos de infância, dos tempos de escola, etc. Esse tipo de relacionamento está quase extinto. Particularmente, tenho dificuldades em relacionar-me com as pessoas; acho que preciso do dobro do tempo que uma pessoa "normal" leva para confiar na outra. Mas posso garantir que, quando a casca dura se quebra, a história muda completamente. Basta sentir um solo seguro sob meus pés. Esse tipo de solo chama-se SINCERIDADE. Quando pisamos nele e ali plantamos a flor da amizade, tudo mais é consequência. Quando somos sinceros, primeiramente conosco, não escondemos do outro quem somos, ainda que não gostemos de quem somos. Mas, se um relacionamento é uma via de mão dupla, nos arriscamos a encarar os defeitos do outro também. Ah, mas no meu profile eu posso mudar minha aparência, cobrir umas espinhas, diminuir meu nariz e ensaiar um sorriso de "olha-como-sou-confiável"! Funciona? Talvez, mas nunca por muito tempo. É a convivência que diz quem você é realmente. Ser amigo é mais que estar na lista de alguém num site de relacionamentos. Louvo a Deus pelas amizades que Ele me deu. Sim, porque só por Ele as pessoas me suportam! Poderia citar nomes, mas prefiro citá-los a Deus e pedir que, dia após dia, o Senhor fortaleça os laços de amor e companheirismo entre meus amigos e eu. Amo a todos!
                   Se um dia precisarem de mim, não hesitem em mandar um email, um "torpedinho" ou um recado no Orkut. Mas se quiserem tomar um café, um sorvete, ir ao cinema ou só ficar perto, sem nada especial pra fazer, vou adorar! São pequenos momentos como esses que tornam a vida mais significativa.
Um grande abraço a todos!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cuantas veces...

¿Cuantas veces pensamos en desistir, dejar de lado, nuestros ideales y nuestros sueños?
¿Cuantas veces nos vamos en retirada, con el corazón triste por la injusticia?
¿Cuantas veces sentimos el peso de la responsabilidad, sin tener con quien compartirla?
¿Cuantas veces sentimos soledad, aunque estemos rodeados de personas?
¿Cuantas veces hablamos, sin que nadie nos note?
¿Cuantas veces luchamos por una causa perdida?
¿Cuantas veces volvemos a casa con la sensación de derrota?
¿Cuantas veces aquella lágrima, cae, justamente en la hora en que necesitamos parecer fuertes?
¿Cuantas veces pedimos a Dios un poco de fuerza, un poco de luz? Y la respuesta llega, sea ella como una flor, una sonrisa, una mirada cómplice, un mensaje, un billete, un gesto de amor. Y la gente insiste; insiste en proseguir, en creer, en transformar, en compartir, en estar, en ser.
Y Dios insiste en bendecirnos, en mostrarnos el camino: aquel mas difícil, mas complicado, mas bonito.
Y la gente insiste en seguir, por que tiene una misión......... SER FELIZ!
http://www.mundodemensagens.com.br/mensagens/espanhol_cuantas-veces.html

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Estamos findando mais um ano e, como não poderia deixar de ser, que sufoco!!!  Acho que todos nós dizemos a mesma coisa, e damos graças a Deus por ele terminar logo. Outros se dão conta de como o tempo tem passado rápido! "Como pode ser? Ainda ontem eu estava comemorando a chegada de 2010 com minha família!"
É isso aí, minha gente... É inevitável: todos nós fazemos essa retrospectiva ao final de cada ano. Pensamos naquilo que conquistamos, nas oportunidades perdidas ou não aproveitadas, relembramos as vitórias e as perdas, as alegrias e tristezas e tantos outros sentimentos antagônicos que fazem parte da vida. Seria impossível registrar aqui tudo que me aconteceu durante esse ano. Primeiro porque tenho péssima memória (...) e segundo, porque ninguém teria paciência (ou interesse) em saber tudo que vivi.
Poderia também registrar os acontecimentos que abalaram o mundo. Enchentes, terremotos, tsunamis, guerras urbanas... Mas também seria complicado. É mais fácil assistir na TV. Posso garantir que nós, ao repensarmos nossa vida e fazermos um balanço anual, constatamos que não fomos aquilo que queríamos ou aquilo que nos propusemos no último 31 de dezembro. Sempre fazemos planos, mas nem sempre conseguimos cumpri-los. Então vem aquele sentimento de frustração... Mas não podemos nos acomodar com isso, pensando até mesmo em não tentar mudar "já que não consigo ser aquilo que pensei". Nunca é tarde para mudar, estamos o tempo todo em processo de transformação, de mudança. E é assim que vamos seguindo, acertando e errando, sorrindo e chorando, mas vivendo, acima de tudo. Porque o tempo passa e a vida é feita de momentos e todos eles vão nos ensinar algo (mas isso é assunto pra mais tarde...)
Agradeço a Deus por todos que fizeram parte da minha vida e me trouxeram experiências marcantes. Viagens, um café no fim da tarde, um dia de "nada-pra-fazer", um sorvete, uma chuva inesperada... Não espero que o próximo ano seja melhor que esse, mas espero que EU seja melhor do que fui, que eu seja mais forte para resistir as adversidades que com certeza virão. Não quero apenas promessas para o ano que está chegando, quero vivê-lo da melhor maneira possível, só isso. Os próximos 365 dias da minha vida estão nas mãos de Deus. Cansei de escrever minha história. Devolvi a caneta para o dono de tudo, Aquele que sabe o que é o melhor pra mim...
A todos, um 2011 de conquistas e paz!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Muito show!

Outros conselhos (in)viáveis.
Por Ricardo Gondim Suspeite de quem sabe mostrar ares de piedade. Algumas pessoas aprenderam a arquear as sobrancelhas para baixo para mostrar que são puras. Elas são perigosíssimas. Prefira quem é mais solto, mais debochado, menos ciente de suas virtudes; os gasosos são melhor companhia que os circunspetos, que caminham com chumbo nos pés.


Evite sentar na roda de quem exige rigor semântico até na hora da conversa fiada. É intolerável estar perto de quem vive a corrigir os outros. Quando alguém diz que vai à igreja, ele dispara: "a igreja somos nós, não um prédio"; quando alguém confessa que anda desanimado, tem de escutar: "mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças". Que horror!


Apure rigorosamente todo relato de milagre. Prefira ser cético que simplório. A verdade não deve temer análises, questionamentos, suspeitas. Mas dê um passo adiante. Pergunte-se também pelas motivações. Queira saber os porquês por detrás dos relatórios de eventos fantásticos. Os exageros, os prodígios forçosos, os números "evangelásticos", em sua esmagadora maioria, só se prestam a alimentar os músculos financeiros de algum narcisista, instituição ou agência missionária; todos ávidos para alcançar os primeiros lugares no reino de Deus.


Saiba que por trás de todo rigor moralista existe uma mente sórdida. Anote: os mais inflexíveis contra a homossexualidade lutam contra as suas próprias tendências homo-eróticas. Quem se exaspera contra os "pecados da carne" é escravo da lascívia - Jesus os chamou de sepulcros caiados. A rigidez puritana não abrandou o fogo da libido, só a adoeceu. As taras mais grotescas, como sadismo, masoquismo, pedofilia e zoofilia se proliferaram em ambientes austeros e probos. Não tenha medo dos que advogam uma sexualidade lúdica e menos insalubre.


Fuja, acovarde-se, dê o fora, encontre um escape, faça qualquer coisa, mas evite os "tapetes azuis" do poder. Se for nomeado síndico, presidente de honra da quermesse ou venerando líder da igreja, saiba que os perigos são avassaladores contra a sua alma. Abra mão de títulos. Placas de bronze ou de acrílico, diplomas e medalhas não passam de confetes, semelhantes aos do carnaval, que perdem qualquer significado na quarta-feira de cinza. Quando lhe chamarem de senhor ou senhora repita o chavão: "Senhor, só o lá de cima"; "Senhora, só a mãe de Jesus". Depois caia na gargalhada como se tivesse contado uma grande piada.


Soli Deo Gloria.



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vale a pena LER e REFLETIR

Pecadores sem maldição
Ricardo Gondim

Desde a adolescência, organizei minha vida com valores religiosos. Freqüentei e lecionei em escolas dominicais. Militei em grupos de jovens cristãos. Estudei em um instituto bíblico. Conheci bem os bastidores do mundo religioso, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

Sincero e zeloso, sempre procurei cumprir as exigências de todas as instituições que participei. Se a igreja não permitia as mulheres cortarem o cabelo, briguei com a minha por aparar as franjas; se era pecado ir ao cinema, eu, que não aceitava essa proibição absurda, para evitar mau testemunho, viajava para longe se queria ver algum filme.


Relevei disparates, incoerências e hipocrisias eclesiásticas, porque considerava a causa de Cristo mais importante que as pessoas. Para não “escandalizar”, fazia vista grossa para comportamentos incompatíveis com a mensagem cristã.

Abraçado às instituições, acabei conivente de mercenários, alguns intencionalmente cobiçosos. Justifiquei tolices argumentando que as pessoas eram minimamente sinceras. Nem sei como me iludi a ponto de dizer: “fulano faz bobagem, muita bobagem, mas é sincero”.


Cheguei a um tempo de vida, que algumas reivindicações da religião perderam o apelo. Com tantas decepções, deixei de acreditar na pretensa santidade dos religiosos. Considero piegas as pregações de que Deus exige uma santidade perfeita. Lembro imediatamente dos malabarismos que testemunhei que tentavam falsear tantas inadequações, dos jogos de esconde-esconde para não expor demagogias.


Jesus não conviveu com gente muito certinha. Ao contrário, ele os evitava e criticava. Chamou os austeros sacerdotes de sepulcros caiados, de cegos que guiam outros cegos, de hipócritas e, o mais grave, de condenarem os prosélitos a um duplo inferno. Cristo gostava da companhia dos pecadores, que lhe pareciam mais humanos.


Jesus alistou pessoas bem difíceis para serem apóstolos; Pedro era tempestivo; Tomé, hesitante; João, vingativo; Filipe, lento em compreender; Judas, ladrão. Acostumado com os freqüentadores de sinagoga e com os doutores da Lei, por que ele não buscou seguidores nesses círculos? Talvez, não entendesse santidade e perfeição como muitos.


Jesus aceitou que uma mulher de reputação duvidosa lhe derramasse perfume; elogiou a fé de um centurião romano, adorador de ídolos; não permitiu que apedrejassem uma adúltera para perdoá-la; mostrou-se surpreso com a determinação de uma Cananéia; prometeu o paraíso para um ladrão nos estertores da morte. Sabedor das exigências da lei, por que Jesus não mediu esforços ou palavras para enaltecer gente assim? Talvez, não entendesse santidade e perfeição como muitos.


Para Jesus, santidade não significava uma simples obediência de normas. Para ele, os atos não valem o mesmo que as intenções. Adultério não se restringe a sexo, mas tem a ver com valores que podem ou não gerar uma traição.

O ódio que explode com ânsias de matar é mais grave do que o próprio homicídio. Para ele, portanto, pecado e santidade fazem parte das dimensões mais profundas do ser humano. Lá, naquele nascedouro, de onde brotam os primeiros filetes do que se transformará em um rio, forma-se o caráter. E santidade depende da estrutura do ser, com índole que gera as decisões.


Para Jesus, santidade se confunde com integridade; que deve ser compreendida como inteireza. As sombras, as faltas, as inadequações, os defeitos, bem como as luzes, as bondades, as grandezas, as virtudes, de cada um precisam ser encaradas sem medos, sem panacéias, sem eufemismos.

Deus não requer vidas perfeitinhas, pois ele sabe que a estrutura humana é pó; não exige correção absoluta, pois para isso, teria que nos converter em anjos.


As prostitutas, que souberem lidar com faltas e defeitos com inteireza, precederão os sacerdotes bem compostos, mas que vivem de varrer as faltas para debaixo dos tapetes eclesiásticos. O samaritano, que traduziu humanidade em um gesto de solidariedade, é herói de uma parábola que descreve como herdar o céu. O tempestivo Pedro, que transpirava sinceridade, recebeu as chaves do Reino de Deus. A mulher, que fora possessa de sete demônios, anuncia a alvissareira notícia da ressurreição.


Os mandamentos e a lei só serviram para mostrar que para produzir humanidade não servem os legalismos. Integridade e santidade nascem  do exercício constante de confrontar suas luzes e sombras trazendo-as diante de Deus e mesmo assim saber-se amado por Ele.


Soli Deo Gloria.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano Novo = promessas novas?

É, gente, lá se foi mais um ano de nossas vidas. Agora é tempo de
fazer aquela retrospectiva, aquele balanço do ano que passou, revendo
as perdas e ganhos, sucessos e fracassos, altos e baixos... É hora de
fazermos nosso "plano de metas anual" cheio de promessas que até
acreditamos que "vamos cumprir!", mas, por algum motivo (ou vários
motivos!), não conseguimos realizar a metade delas.

Analisando o ano que passou, chego a conclusão que ele foi tarde!
Jesus, que ano difícil! Foi um ano de muito sofrimento, de perdas e
decepções. Claro, momentos bons eu vivi, como qualquer um. Só gostaria
de saber por que as coisas ruins pesam tanto ou até mais que as coisas
boas... É masi fácil lembrar daquela enxaqueca que tirou sua paciência
do que do alívio que sentiu após tomar um analgésico poderoso. Talvez
lembremos mais das coisas ruins porque elas nos fizeram aproximar mais
de Deus... Será? Prefiro pensar assim. O importante agora, mais do que
fazer planos para o novo ano, é pensar: o que eu aprendi durante o ano
passado e vou aplicar daqui para frente? Que bagagem estou levando para
2010? O que eu deixei para trás e o que eu preciso recuperar?


     2010 é
um livro de páginas brancas. Aprendi isso com minha grande amiga (te
amo, viu?). Por isso, tomei uma decisão importante para esse ano: não
vou fazer plano nenhum
. Calma, vou explicar melhor! Por exemplo: agora
mesmo, acabei de fazer o planejamento anual para a escola em que
trabalho. Todos os objetivos, atividades e metodologias já estão
planejadas desde já, podendo sofrer alterações diariamente, mas sem
fugir do que já foi pré-estabelecido. Mas nossa vida não tem que ser assim. É claro que temos que ter objetivos e ambições, temos que desejar melhorar de vida, alcançar novos degraus, conquistar e vencer. Essa vontade está dentro de mim. Não podemos esquecer que Deus tem o controle de nossas vidas e, mesmo que façamos planos, o QUERER e o EFETUAR vem DELE, segundo a Sua vontade, que diga-se de passagem, "é boa, perfeita e agradável" (Romanos 12.2). Quero fazer diferente esse ano: vou pedir a Deus que me mostre quais são os planos dele para mim, assim saberei que são os melhores. Quero acordar cada dia e
tentar vivê-lo da melhor forma possível, procurando não repetir os
erros de sempre, como andar na contra-mão de moto na volta do serviço
(isso foi só um exemplo, ok?). Enfim, o que eu quero dizer é que não
adianta fazer planos e depois ficarmos frustrados por não conseguirmos
realizar TODOS eles. Que essa seja nossa oração diária: "Sonda-me, ó
Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E
vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno" - Salmos 139.23, 24.

     Que esse seja um ano de muitas vitórias para todos nós!


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Linda mensagem!

A LIÇÃO DO LÁPIS

 

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Y
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

Y
Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Y
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Y
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Y
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.

 


Que sejamos todos nós como o lápis!

 

   

domingo, 22 de novembro de 2009

Ciúmes ou zelo?

Lembra de quando você era criança e daquele dia em que ganhou um presente que esperava há tanto tempo? Pois é, eu me lembro... Lembro bem o dia em que vi uma "estrela cadente" e fiz um pedido: pedi aquela boneca que todas as minha amigas tinham, mas era cara demais pra mamãe comprar. Mas, pedi assim mesmo. E nunca vou me esquecer do dia em que completei nove anos. Acordei com a voz de mamãe me cantando "Parabéns pra você..." e uma caixa de presentes bem ao meu lado. Ainda tonta de sono, abri a caixa, louca de curiosidade e lá estava ela: a minha boneca tão sonhada!  Como fiquei feliz! Daí em diante, você pode imaginar como me comportei: não desgrudava da boneca de jeito nenhum. Era uma uma luta até pra tomar banho! Ela tinha que estar perto de mim. Eu tinha um cuidado imenso com ela, como qualquer criança...


Crescemos ouvindo coisas do tipo "aprenda a dividir", "não seja egoísta", "deixe seu coleguinha brincar com você!". Para uns, funciona, mas para outros não é tão fácil assim. Que nome podemos dar a esse sentimento? Zelo? Cuidado? Ciúmes? Egoísmo?


O fato é que durante a infância, até fazemos o que nossos pais mandam, pois sabemos que,caso contrário, receberemos castigo, certo? Então, vamos cultivando, mascarando certos sentimentos dentro de nós que serão revelados mais tarde. À medida que vamos adquirindo posses, esses sentimentos vão crescendo e aquilo que você chama de "zelo", na verdade, não passa de "ciúmes". Eu sei, nós nunca admitimos que somos ciumentos, pois este é um sentimento ruim. Em um relacionamento, ele funciona como o sal: uma pequena quantidade não faz mal, tempera o amor. O problema é quando o saleiro derrama! O ciumento e seu "alvo" vivem em momentos extremos de conflitos e tensão. O ciúme mata a alma, mata o amor e mata, no sentido literal da palavra. Quantos crimes passionais temos visto acontecer, muitas vezes por motivos tolos, por ciúmes infundados? Enquanto o zelo cuida e quer o melhor para o outro, o ciúme aprisiona, amedronta, ameaça... O Ciumento é prisioneiro de si mesmo, não consegue viver em paz com seus pensamentos.


 



 


Ah! Lembra da boneca? Pois é, um belo dia, ao voltar da escola (tinha doze anos, mais ou menos), procurei pela minha boneca e não encontrei. Fiquei desesperada! Até que mamãe disse que recebeu a visita de uma amiga e sua filha, que ficou encantada com a boneca. E mamãe, vendo a felicidade no rosto da menina, deu-lhe a minha bonequinha... No momento em que ouvi isso, fui para o quarto e chorei... como chorei...


Mas, depois de um tempo percebi que eu já havia sido muito feliz, e agora, outra criança estava sentindo a mesma felicidade que eu sentia ao brincar com aquele brinquedo. Acho que essa foi uma das grandes lições que aprendi na vida: às vezes, é preciso abrir mão daquilo ou de quem se ama para que ambos sejam felizes e livres. Então, descobrimos o que é o amor: nele, não há lugar para o ciúme, visto que o amor é paciente, altruísta, deseja a felicidade da pessoa amada acima de tudo.


Talvez devamos aprender que as pessoas não são brinquedos que podemos usar e guardar longe dos olhares dos outros, só porque “nos pertencem”. Talvez você concorde comigo, ou não... Mas foi o que eu aprendi e estou aprendendo dia a dia: é preciso libertar quem se ama para ser igualmente livre.


Um beijo a todos!


 


Claudiane Corrêa


 


           

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SOU FÃ DESSE CARA!

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus. Arnaldo Jabor

sábado, 14 de novembro de 2009

(Re) Aprendendo a confiar

“Confia no Senhor... Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e Ele o fará”. Salmo 37.3-5


Folheando as páginas da Bíblia, podemos encontrar diversas passagens que nos ensinam (e exortam) a confiar no Senhor. Também não são poucos os exemplos de personagens bíblicos que confiaram no Senhor e lograram êxito em suas vidas. Mas por que é tão difícil “confiar totalmente” nos dias de hoje? 
Quando eu era criança, costumava brincar de “cabra-cega” onde meus olhos eram vendados e tinha que seguir as instruções de uma outra criança, de quando seguir, pra onde ir, quando parar ou recuar. Eu não sabia o que estava fazendo, mas tinha que confiar no meu amiguinho. Sabia que poderia bater em algum lugar, tropeçar, cair, me machucar... mas confiava meus passos ao meu amigo. Será que hoje eu brincaria assim, com tanto desprendimento?
            Outra brincadeira de criança que faço com meu sobrinho é aquela em que ele fica de costas para mim e, ao meu sinal, se joga para trás e se deixa cair em meus braços. Pra ele, é só uma brincadeira; pra mim, é uma lição de vida. Para se lançar dessa forma, é preciso crer plenamente que a outra pessoa vai te segurar. Não dá pra “confiar parcialmente”. Nesse caso, ao se lançar, você acaba dando um passo atrás. Então, já não é mais confiar, é um “des-confiar”.

            Davi sabia o que era confiar em Deus e mostrou isso ao enfrentar Golias. A confiança que ele tinha no Senhor o fez maior que o gigante e conseguiu vencê-lo.

            Josué também demonstrou grande confiança no Senhor ao assumir a liderança de um povo e ter que conduzi-los à vitória. Aos olhos humanos, era impossível destruir toda uma cidade apenas ao som de trombetas e gritos, mas ele confiou no Senhor, ainda que para ele parecesse impossível.
            Poderíamos citar tanto outros exemplos, como Abraão, Moisés, José, “o sonhador”... Todos confiaram em Deus e viram o cumprimento daquilo que Ele os havia prometido. Bastou confiar.
            Quando se é criança, é tão fácil confiar. E Jesus nos ensina que devemos ser como tais (Mt 18.3-5; 19.14), porque ser criança é ser dependente. Deus, nosso Pai, deseja que nós sejamos dependentes dele em tudo, sabendo que Ele supre nossas necessidades em glória (Fp 4.19). Talvez a nossa maior dificuldade seja essa: entregar TUDO a Deus e DESCANSAR nele. A ansiedade natural do ser humano, às vezes, fala mais alto e sempre tentamos dar ma “ajudinha” a Deus. Isso é “dar um passo atrás!” Deus nunca vai nos decepcionar, não vai nos deixar cair, portanto, não há porquê temer! Ainda que pareça impossível aos nossos olhos carnais e limitados, ainda que pareça estar demorando demais, devemos confiar na bondade e no seu cuidado para com seus filhos. Nossa visão é limitada, mas Deus vê lá na frente. Ele sabe o momento certo para fazer cumprir Sua vontade em nós. Ele é soberano, e sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12.3b). E se pedirmos algo que seja de acordo com a Sua vontade, temos a plena certeza de que Ele nos ouvirá (1Jo 5.14)! Como um pai zeloso, Ele procura sempre nos dar o melhor, não importando quanto tempo seja preciso para que o bom se torne o melhor para nós. Entendamos o tempo de espera como cuidado de Deus.
            Quando aprendermos a “brincar” com Deus, deixando que Ele guie nossos passos, ou simplesmente nos lançando em Seus braços, a paz nos invadirá de tal forma que há de suprimir toda a ansiedade. É aprender a ser criança, ser dependente do pai, sabendo que estaremos seguros em seus braços e que ele não vai te deixar cair.
            E, uma vez nos braços do Deus, tudo mais se torna pequeno e, então, saberemos o verdadeiro sentido de confiar e descansar na Sua vontade.


Claudiane Corrêa Barrozo

sábado, 24 de outubro de 2009

Para você pensar um pouquinho...


 

Temos que dar o braço a torcer: o cara era fera!

 

"Os covardes morrem muitas vezes antes da morte;

o valente experimenta o gosto da morte somente uma vez".

 

 

William Shakespeare



terça-feira, 20 de outubro de 2009

O trabalho em equipe

Você tem uma equipe? Seja liderando ou sendo liderado, mas trabalha em uma equipe? Certamente, um dia, nós estaremos fazendo parte de uma equipe e essa tarefa, apesar de parecer fácil, depende muito de nós. Aquilo que eu faço pode ajudar, enriquecer e fortalecer a minha equipe.

Igualmente, o que eu faço ou DEIXO de fazer, também pode trazer malefícios a ela.

Participei de uma palestra, certa vez, que me marcou muito, principalmente por um vídeo que nos foi apresentado. Ele fala muito mais que palavras.

Espero que gostem e vejam como o trabalho de uma equipe homogênea faz toda a diferença.

 






 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

BRINCANDO NA CHUVA

Brincando na chuva


 


“O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria” – Salmo 30.5


“Levante-se, minha querida, minha bela, e venha comigo. Veja! O inverno já passou; acabaram-se as chuvas e já se foram. Aparecem as flores na terra e chegou o tempo de cantar...” – Cantares 2.10-12


“Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia” – Salmo 118.24


 


 


 


Uma das coisas que me lembro da minha infância era minha indignação com o inverno. Detestava o frio, a chuva e, mais ainda, ter que ficar trancada em casa, sem poder sair para brincar. Acho que toda criança sente-se dessa forma, até... Bom, até descobrir que podíamos brincar na chuva! Era o máximo! Todos os meus primos brincando na chuva e mamãe gritando pra que entrássemos! Era muito divertido!


Quando crescemos, fugimos da chuva. Não queremos nos molhar, tentamos fugir da chuva, mas ela não desiste de cair, independente da nossa vontade. Podemos prever quando a chuva virá, mas não podemos impedir que ela caia.


Assim também acontece em nossas vidas. Nossas atitudes e ações podem ocasionar em “chuvas de conseqüências”, boas ou ruins. E você escolhe ficar trancado no seu quartinho ou encarar a chuva.  E na chuva, você vai se molhar, ou seja, terá que enfrentar seus problemas, não se deixando abater pelo vento, pelo frio e pela falta de visibilidade.


Quando nos trancamos com nossos problemas, certamente nos entristecemos. Somos tomados de um desânimo tão grande que até nos esquecemos que uma hora, a chuva vai passar. Estamos tão envolvidos nas lembranças do passado, que não vemos a chuva passar, nada mais tem cor, a natureza perdeu toda a beleza, toda cor foi convertida num cinza sombrio, carregado de dores e mágoas. A verdade é que os nossos olhos estão nublados. Então, não adianta: pra onde quer que olharmos, tudo estará cinzento. A janela pela qual estamos olhando o mundo pode estar suja, isso prejudica a nossa visão!


Então, eu te convido: venha, deixe-se molhar pela chuva, encare seus problemas de frente! O inverno e a chuva não duram para sempre! Seus problemas também não. Só depende de você! Convide mais alguém para entrar na chuva com você. Um amigo sempre estará pronto a ajudar, a enfrentar seus problemas. “É melhor ter companhia... Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se” (Ec 4.9,10).


Feito isso, vá para casa, tome uma boa “xícara de paz” e durma. Depois, desperte para um novo dia: cheio de cor, de alegria e de riso! Ouça o cantar dos pássaros, sinta a brisa e o calor do sol derretendo a camada de gelo que envolvia seu coração. Sinta a liberdade à sua volta, alegre-se! Aproveite o dia!


E se o tempo fechar, você já sabe o que fazer: lembre-se da sua infância e brinque na chuva!


 


Claudiane Corrêa


 


 


                                                       

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Menestrel

GENTE, O TEXTO É UM POUCO GRANDE, MAS VALE A PENA LER. SEI QUE ESSAS PALAVRAS VÃO TOCAR SEU CORAÇÃO EM ALGUM MOMENTO. CONHECI O TEXTO ATRAVÉS DE UMA AMIGA, E SEGUREI AS LÁGRIMAS POR VÁRIOS MOMENTOS... MAS, VAMOS LÁ! VOCÊS VERÃO QUE COMENTÁRIOS SÃO INÚTEIS DIANTES DESSAS PALAVRAS DE WILLIAN SHAKESPEARE.

 

O Menestrel


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.


Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.


Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.


E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.


Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…


E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.


E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.


E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.


Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…


Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.


Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.


Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.


Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.


Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…


Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.


Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…


Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.


Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.


Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.


E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.