terça-feira, 30 de março de 2010

Quebra-cabeças


Ok, eu sei... Prometi escrever frequentemente e não cumpri minha palavra... Isso é realmente lamentável... Mas não aconteceram muitas coisas interessantes pra contar. Estou enrolada com a faculdade, sou desafiada a cada dia a superar meus limites, a testar minha tolerância e paciência, a controlar meus impulsos e tentar jogar o  


  


"jogo do contente". Nem sempre consigo, mas sempre tento. Isso já é um bom sinal, certo? 



Pois bem, ontem eu passei por um daqueles momentos que conhecemos bem: as temidas e terríveis crises existenciais. Na verdade, ontem foi o ápice da crise, foi o momento em que todos os meus questionamentos explodiram em forma de choro. Refletir sobre a vida e fazer um balanço geral de tudo que fazemos, deixamos de fazer, daquilo que acertamos ou erramos é até saudável, nos faz crescer. Então, o que acontece quando você vê sua vida (família, amigos, trabalho, sociedade...) como um grande quebra-cabeças? Obviamente, você espera estar encaixado, de certa forma, em algum lugar nesse misterioso jogo da vida, certo? Certo... Mas, o que acontece quando você percebe que essa peça chamada EU não se excaixa em lugar nenhum? Bate um desespero, uma vontade de sumir, de sair correndo e fugir até encontrar um lugar onde você consiga se enquadrar.  Gostoso foi saber e ouvir de alguém  a quem  tanto amo a seguinte retórica ao grito da minha alma:


"Onde, enfim, eu me encaixo?"


"Na minha vida!".


Foi o suficiente para eu parar de correr. Encontrei meu lugar.


(Te amo)



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

VOU SAIR DE FÉRIAS


"VOU SAIR DE FÉRIAS!" - Essa expressão certamente já foi dita por nós um dia, certo? Pelo menos quem nunca foi tão enfático assim, já morreu de inveja de quem pode se dar o luxo de sair de férias, deixar a rotina de lado, viver novas aventuras, etc. Caímos na ilusão de pensar que o "sair de férias" implica dar férias para os problemas, para as dívidas, responsabilidades... Como seria bom se isso fosse real! Podemos até mudar de cidade, ver outras pessoas e aventurarmos num mundo repleto de coisas novas para se experimentar... Mas os problemas continuarão no mesmo lugar quando voltarmos. As mesmas pessoas de sempre, a mesma rotina enfadonha do nosso trabalho, as dívidas (que agora são maiores - porque sempre gastamos além do que deveríamos nas férias!), os desafios de sempre estarão ali, impacientes, batendo os pés no chão, esperando sua volta... Consegue imaginar isso? Pois é assim que eu imagino. As minhas férias estão acabando e eu já posso antecipar todo o estresse que me aguarda até as próximas "férias". Queria mesmo é poder tirar férias de mim... Comecei a perceber que não é o trabalho ou a rotina diária que me desgasta: é a forma como encaro a vida. É, pessoal, hoje estou bem diferente do que costumo ser e escrever. Mas é um desabafo passageiro, prometo...Tirar férias de mim seria ótimo. Começo a ver quem sou e como sou quando estou só. Não consigo aguentar minha companhia! Talvez, se eu fizesse metade das coisas que quero, que planejo, que esperaria que EU FIZESSE ficaria um pouco melhor. Entendam que não sou da filosofia do "deixa a vida me levar". Mas, às vezes, o medo de errar e de se machucar nos coloca nessa posição de apatia, ou seja, "se não tentar, não corro o risco de errar e quebrar a cara". Infelizmente, aprendemos com erros. Nossa vida é feita de erros e acertos, de altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e frustrações... São tantos paradoxos e contradições vivenciadas no decorrer da nossa caminhada aqui que não há como fugir disso. Há uma linha tênue que separa essas contradições. Nunca estaremos alegres o tempo todo... Basta um vacilo, e "tome tristeza". A vida é assim.Ah, a conclusão de tudo isso? Bom, tentar tirar férias de nós é impossível. No final de tudo, você se dá conta de que VOCÊ é sua melhor companhia... "Antes só (comigo mesma) do que mal acompanhada". 



 




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quando ficamos só



É difícil ficar só. Há quem prefira isolar-se do mundo, fugir das pessoas como uma maneira de se proteger (sabe-se lá de quê!). Essa fobia social não combina com a natureza humana, visto que Deus, ao criar o homem, disse: "Não é bom que o homem viva só". Tudo na natureza parece ter um par, para começar, e a partir daí, formam-se as famílias, comunidades, sociedades... E lá está o homem convivendo com outros da mesma espécie. Mas, por que algumas pessoas não conseguem viver bem com outras? É possível viver isolado do mundo, alheio ao que acontece a sua volta?

Atualmente, podemos quase afirmar que é impossível alguém viver assim. Cada vez mais vemos a necessidade de estar em contado com pessoas, a solicitar ajuda ou prestar serviços a alguém. Para tudo, precisamos da ajuda de alguém. Até mesmo os tímidos, por mais introvertidos que sejam, em algum momento precisará relacionar-se com alguém. Enfim, não podemos fugir dessa verdade: fomos criados para viver em sociedade.

O "ficar só" não caracteriza-se pela ausência de pessoas à nossa volta, apenas. Posso estar sozinha em qualquer lugar e ainda assim não sentir-me só. Ou, pelo contrário, posso estar em meio a uma multidão e sentir-me só. E, então, estando só, podemos ver quão frágeis nós somos. Viramos crianças, sentimos vontade de chorar, queremos atenção, precisamos de "colo", queremos conversar... mas com quem? Com o espelho?

Quando ficamos só, passamos a ficar cheios de nós mesmos. É como se tentássemos nos agradar de alguma forma, mas nada funciona, tudo nos irrita. Alguns momentos de reflexão a sós consigo até fazem bem, mas a solidão não deve ser um estado permanente.

Sei que é indelicado recorrermos às nossas próprias citações, mas fomos criados para viver em sociedade. E isso implica conviver com diferenças, peculiaridades e pequenos defeitos que poderão criar situações de estresse intenso. Mas, se lembrarmos que aos olhos dos outros também somos um "poço de defeitos e manias", fica fácil suportar as diferenças alheias.

Viver só depende de nós. Mas, se ficar difícil demais arrumar alguma companhia, há alguém que prometeu nunca no deixar só. É só chamar por Jesus e certamente Ele não hesitará em tornar-se seu melhor amigo...