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sábado, 10 de março de 2012

Para recomeçar

     Para recomeçar não é preciso muita coisa... Mas a primeira coisa da qual se precisa é ESQUECER.
         

          Esquecer para recomeçar a viver.

               Esquecer para ter forças para se levantar.

                    Esquecer o que ficou para trás e olhar para frente.
  

     Isso porque, se não esquecermos, ficaremos estagnados no mesmo lugar: no lugar da dor, da decepção, da traição, da frustração, da queda... Se não esquecermos, não teremos forças para levantar. Bom seria se tivéssemos a chance de "resetar" nossa mente,  apagar dela TUDO que nos faz mal, que nos traz dor. Infelizmente, isso não é possível, a não ser quando se perde a memória. Daí, perde-se tudo, boas e más lembranças. É um restart, literalmente, mas só pra você.
     Por que as pessoas bebem tanto e usam tantas drogas? A motivação inicial pode nem ser essa, mas depois, a razão para isso é ESQUECER. Bebem para comemorar, mas depois, bebem para esquecer o que fizeram sob o efeito da bebida. Usam drogas para experimentar, só por curiosidade. Depois, usam mais drogas ainda para esquecer a dor que sentem por causa da abstinência. E assim, o ciclo se estabelece...
     O que ninguém pensa é que para ESQUECER é preciso LEMBRAR do que se quer ESQUECER. E como esse processo também é doloroso...
     E nesse processo, vou seguindo a vida.


                                Lembrando...


                                                   Esquecendo...


                                                                      Lembrando...


     Mas confesso que às vezes esqueço de lembrar de te esquecer...
    

sábado, 23 de julho de 2011

Viver na contramão

Eu não sei nadar... Parece bobeira para alguém na minha idade (...), mas isso me incomoda. Acho lindo ver as pessoas se atirando na piscina, nadando como se já tivessem nascido com essa habilidade, como se fosse algo natural e EU fosse "anormal". Por outro lado, morro de medo de água. Não sou uma versão feminina do Cascão, mas também não sou fã de "passeios aquáticos". Prefiro programas onde eu sinta meus pés no chão, se é que me entende...

Sentir os pés no chão nos dá a sensação de segurança, de domínio da situação. Obviamente que, em algum momento, seus pés deixarão de tocar o solo e isso pode trazer um desconforto por saber que nem sempre temos o controle da situação, nem de nós mesmos. Quantas vezes nos deparamos com surpresas no caminho que já havíamos traçado? Fazemos planos, controlamos nossa prancheta de desenho, traçamos nossa vida e cada risco e rabisco têm razão de ser. Mas os imprevistos vêm... E como é ruim quando perdemos as rédeas da nossa vida! É uma sensação de "humanidade" que nos incomoda, afinal, pensamos que somos donos de nós mesmos, que podemos e temos o poder de controlar nossa vida, esquecendo que existe alguém que está além da nossa vontade. Não acredito em destino, pelo menos aquele plano  predestinado e traçado por um ser divino. Isso é muito fácil. É uma forma de não assumir seus erros, ou seja: "se isso aconteceu (seja algo bom ou ruim), é porque tinha que acontecer, estava escrito que seria assim". Acredito, sim, na vontade de Deus, mas não sou um boneco manipulado por ningém. Conheço a vontade de Deus e Ele me deu a liberdade de escolher Sua vontade ou seguir a minha. É uma escolha.

Escolher é sinônimo de renunciar. Toda escolha significa abrir mão de alguma coisa. E abrir mão significa, na maioria das vezes, andar na contramão, nadar contra a maré. No meu caso, imagine que eu estou no mar, totalmente desesperada, não dá pé... UI! E a situação se agrava porque não sei nadar, ou seja, pra onde o mar me levar, eu vou, não conseguirei nadar contra a maré. Na vida, precisamos ter nossos pés no chão para saber enfrentar situações como essas. Nem sempre a maioria está fazendo o que é certo; é mais fácil se deixar levar pela vontade da maioria do que seguir o caminho oposto. Isso é doloroso... Mas posso garantir que nesse caminho inverso, em algum momento, você vai encontrar outro transeunte solitário, depois mais outro, e mais outro... E verá que não está tão só como pensava. Vale a pena ser diferente para fazer a diferença.

Esse é meu desafio diário.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dilema: ser ou não ser?

Ser ou não ser?


Ser feliz vivendo aquilo que te faz feliz, mas somente a você OU tomar uma decisão que encherá de felicidade todos os que estão a sua volta, menos você?

Ser "politicamente correto" OU falar aquilo que pensa, mesmo sabendo que será condenado por isso?

Ser tolerante com as diferenças OU impor suas convicções a qualquer preço?

Ser "forte" OU chorar sempre que sentir necessidade?

Ser flexível OU inflexível?

Ser completamente você OU usar máscaras?

Enfim... A vida é feita de escolhas. VIVA!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

The End

Foram apenas cinco anos. Mas não apenas simples 1826  dias vividos... mas os melhores de toda uma pequena vida. Nascida em 2006, sentiu pela primeira vez o sopro de vida e uma certeza invadiu sua alma: "sou amada!". Cercada de amor e atenção, dia após dia, sentia-se cada vez mais o quanto era querida e especial, entre tantas como ela. Viveu em um mundo colorido pelo amor e carinho que para si eram irradiados e  tudo parecia perfeito.

Até que ACABOU.

Apesar de sentir que, nos últimos dias, sua vida esvanecia-se como areia que se escapa entre os dedos, ainda acreditava que tudo "ficaria bem". Desilusão... Traída pela vida, viu a própria vida sair pela porta do seu pequeno ser, deixando para trás um vazio que jamais sentira. E tomada pela dor, sentou-se no chão frio da sua alma, olhos fitos na porta trancada, a espera de um fio de luz, um fio de esperança de que tudo não passava de um pesadelo terrível... E na incansável espera do retorno da sua felicidade, adormeceu, enfim, vencida pela dor e pelo desalento.

Só restaram suas memórias de uma vida que jamais haverá de viver.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Carvão

Surgiu como um clarão


Um raio me cortando a escuridão


E veio me puxando pela mão, por onde não imaginei seguir


Me fez sentir tão bem, como ninguém


E eu fui me enganando, sem sentir


E fui abrindo portas sem sair, sonhando às cegas, sem dormir


Não sei quem é você...



O amor, em seu carvão, foi me queimando em brasa no colchão


E me partiu em tantas pelo chão


Me colocou diante de um leão


O amor me consumiu, depois sumiu


E eu até perguntei, mas ninguém viu


E fui fechando o rosto sem sentir


E mesmo atenta, sem me distrair


Não sei quem é você...


No espelho da ilusão, se retocou pra outra traição


Tentou abrir as flores do perdão


Mas bati minha raiva no portão


E não mais me procure sem razão


Me deixe aqui e solta a minha mão


E fui fechando o tempo, sem chover


Fui fechando os meus olhos pra esquecer


Quem é você...


Quem é você?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Procuro

Procuro alguém, em qualquer lugar, que olhe para mim e reconheça a metade que lhe faltava;
 

Procuro alguém, em qualquer lugar, que olhe para mim e aceite que sou tão imperfeito quanto qualquer um;
 

Procuro alguém, em qualquer lugar, que veja em mim a beleza que está além dos olhos e que, à sua vista, seja eu a própria beleza;
 

Procuro alguém, em qualquer lugar, que se disponha a ouvir as minhas pequenas chatices e que se importe com elas, simplesmente porque SÃO MINHAS CHATICES;


Procuro alguém, em qualquer lugar, que me ame, nem demais, nem de menos, apenas na medida certa para fazer-me feliz;


Procuro alguém, em qualquer lugar, que procure, com a mesma intensidade, o mesmo que eu tenho buscado.



Procuro no tempo, em qualquer momento, o fim da procura.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Trazendo à memória

          Feche os olhos por um momento. Pense em uma coisa que te traga o sentimento de felicidade. Conseguiu? Qual foi sua reação? Acabei de fazer esse teste com meus dois sobrinhos, Eduardo e Gabriel. Testei várias situações: medo, raiva, ansiedade, tristeza... E, apesar de não ser uma pesquisa profunda, posso garantir que a nossa mente é um depósito de sensações. Basta acionar um "click", e pronto: um sorrisinho, um franzir de testa, um suspiro...
          Vou começar a fazer isso com mais frequência: trazer à memória aquilo que me dá esperança. Esperança de que é possível ser feliz, mesmo não tendo tanto... É possível ser feliz! Lembre-se: "se a vida te der um limão, faça uma limonada (caipirinha só vai te dar dor de cabeça)". Eis alguns exemplos bobos, mas que me deixam feliz exatamente agora:


  • uma chuva no fim de uma tarde quente;

  • o som dos pezinhos de Levi pela casa;

  • um "lanchinho" no Mc Donald's com alguém especial;

  • os desenhos surpreendentes de Edu e Biel;

  • a vinda do meu irmão com Luíza e Marcela;

  • "Pica-pau" na tv (minha moedinha!);

  • ver minha amiga dançando Elba Ramalho (estou rachando o bico agora!!!);

  • sentar com minha irmã e cantar músicas antigas;

  • assistir "Miss Simpatia" pela zilhonésima vez;

  • desenhar, cantar, tocar violão;

  • ouvir as músicas que gosto;

  • sonhar...


          São apenas alguns exemplos... Poderia ficar horas escrevendo, mas deixa pra lá. Agora é sua vez! Faça sua própria lista e recorra a ela sempre que sentir-se meio "enjoadinho(a)". Se quiser, acrescente à minha, comente e sejamos felizes juntos!

Claudi

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brincadeira de criança

          Você consegue se lembrar do presente mais precioso que recebeu quando criança? Consegue lembrar o que sentiu, da maneira que reagiu diante dessa surpresa? Eu me lembro da Barbie que ganhei... Hoje é tão comum, não é? Qualquer criança pode ter uma Barbie, mas para mim, era algo quase impossível. Improvável, talvez. Lembro-me de que uma certa noite, vi uma "estrela cadente". Qual foi meu pedido? Acertou quem disse "uma Barbie". E, no meu aniversário de nove anos, acordei com mamãe cantando "Parabéns pra você!" e deparei com uma caixa embrulhada com um papel azul cheio de ursinhos fofinhos! Quando abri... TCHÃ-RÃ!!! Minha BARBIE!!! Que felicidade! Ainda consigo sentir a mesma emoção que senti naquele momento! 
          Penso que todos nós, mesmo adultos, reagimos da mesma forma quando recebemos um presente. Uns menos esfuziantes que outros, mas todos ficamos felizes e queremos logo fazer uso do mesmo, ou exibi-lo aos outros. Mas por que será que não damos tanto valor àquilo que o Senhor nos dá? Claro que isso não é regra, por favor! Mas é algo a se pensar... O primeiro presente que recebemos de Deus é a VIDA. Você já viu alguém acordar pela manhã e fazer festa porque está vivo? Salvo aqueles que passam situações especiais (sobreviveram a um acidente ou estão condenados à morte).  Essas pessoas valorizam a vida porque, de alguam forma, viram-na escorrer por seus dedos, mas a recuperaram. Puxa, não sabia que viver era tão bom! Outros que recebem um prazo de poucos dias de vida, podem reagir de duas formas distintas: ou aproveitam cada dia ao máximo ou se entregam a uma contagem regressiva e morrem ainda em vida.
          Sabe quando você vê uma criança brincando com aquele carrinho novo? Ela brinca e quando termina, guarda na caixinha, com todo cuidado. E mantem esse ritual por alguns dias até que percebe que não precisa fazer isso sempre."Pra quê limpar o carrinho todos os dias se amanhã vai sujar de novo? Um dia sem limpar não vai fazer mal, não faz diferença...". "Pra quê guardar na caixa todo dia? Vou ter que tirar outra vez?"  "A rodinha do carrinho não está 100%... mas dá pra brincar assim mesmo". "A pintura está arranhada, mas tá tudo bem. Se eu passar um hidrocor, dá pra disfarçar".
          Quantas vezes nos comportamos da mesma forma com os talentos que Deus nos confiou? A princípio, o convite para integrar um ministério é empolgante! Agimos como aquela criança que cuida tão bem do brinquedo que recebeu. Mas, com o tempo, as exigências e o peso da responsabilidade  fazem com que percamos o vigor. Aquele cuidado de outrora, aquela vontade de manter tudo bonito já não é vista. Ensaiar... Ler a Bíblia... Jejum... Reunião de oração... "Pra quê fazer isso todos os dias se amanhã terei que fazer de novo? Um dia só não faz diferença". E assim, nossa vida cristã vai claudicando, como um carrinho com a roda empenada. Uma máscara, uma "pinturinha de hidrocor" pode esconder uma falha na aparência, mas ela continua ali. Paulo, o apóstolo, exortou a Timóteo para que não negligenciasse o dom que havia recebido (1Tm 4.14). Leia Mateus 25.14 a 30. É a famosa parábola dos talentos. Podemos concluir, após a leitura, que todos nós recebemos talentos, mas infelizmente não são todos que os que cuidam da forma como o Senhor espera que façamos. Negligenciar é deixar de fazer o que deveria ser feito, é fugir da responsabilidade, fazer pouco caso daquilo que recebeu. Muitas pessoas nunca prosperam na vida porque não querem se dar ao trabalho de enfrentar suas tarefas. Devemos lembrar sempre que tudo que temos vem de Deus e somos seus mordomos, ou seja, temos o privilégio de cuidar daquilo que Ele nos confiou.
          Portanto, queridos, ao primeiro sinal de "rodinha quebrada", devemos parar e reparar o problema. Mascarar nunca é a solução, "porque todas as coisas estão patentes e descobertas aos olhos daquele a quem temos que prestar contas" (Hebreus 4.13).
          Até a próxima!
         Em Cristo,

Claudi

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Post mortem

Antes de qualquer coisa, gostaria de esclarecer que:

  1. não vou cometer suicídio

  2. não pretendo abrir agência funerária

  3. não estou sob efeito de droga alguma


          Bom, agora posso começar. Estava assistindo a um programa de TV onde se fazia homenagens a um artista que faleceu. Várias pessoas falavam sobre sua carreira, sua vida pessoal, relembravam fatos da sua vida como marido, amigo, colega de serviço... Enfim, tudo aquilo que nós costumamos ver em velórios. Daí, dando asas à imaginação, fiquei pensando... como seria meu velório? Se nos fosse permitido assistir a cerimônia, o quê e quem gostaríamos de ver, de ouvir? Quem estaria lá ou quem não estaria?

          Nessa "viagem", comecei a planejar minha cerimônia fúnebre. Primeiro, nada de tristeza. Quero um culto alegre. Chamem meus amigos de colégio, de trabalho... Bastante gente, dá uma moralzinha para essa pobre mocinha, né? Uma música que não poderia faltar é "Grande é o Senhor" (Adhemar de Campos), minha favorita. Fora isso, meus primos teriam que cantar uma música, também. Poderia ser "Brilhante", "Meu querer"... Rogéria, minha amiga, poderia fazer um vídeo com nossas fotos e com fotos de outros amigos, a música seria "O poder de uma aliança" (Ludmila Ferber). Quem sabe ela até cantasse... Não quero que meus sobrinhos estejam lá. Quero que se lembrem da titia doida que pintava o sete com eles, não aquela coisa parada, gelada, diferente de quem eles conheceram. Mas meus irmãos têm que contar coisas engraçadas que eu fiz, fatos da infância, "micos" que paguei, as coisas que aprontei...Isso não pode faltar! Certamente, se eu estivesse assistindo, estaria me divertindo muito! Sei que parece estranho rir em um velório, mas lamentar não vai mudar a situação. Estarei num lugar maravilhoso esperando o grande dia onde estaremos todos juntos... É uma questão de tempo.

          Outra coisa importante é sobre a minha aparência. Primeiro: minha franja tem que estar bem arrumada. Pelo menos a franja tem que estar escovada e meu rosto com uma maquiagem sóbria, mas bonita. Não quero flores me cobrindo até a cabeça, POR FAVOR! Dá aflição só em pensar! Quanto à roupa, nada em especial. Só uma coisa: sapato fechado.  Pensando bem, podem me colocar uma camisete com gravata. Gostei desse look, ficou maneiro, "sussa"!

          E, para finalizar, os hinos alegres e tudo mais, já no cemitério, cantem "Vou estar lá" (Voices). Acabou. Todos vão para suas casas, mas só peço que cuidem da minha mãe. Rogéria, principalmente. Não desprezando os demais, mas seria muito importante para mamãe o apoio e companhia dela.  Quanto às minhas coisas, que não são nada, podem fazer o que quiserem. Mas só autorizo mamãe e Rogéria a mexerem nas minhas coisas. Só elas vão entender minhas bagunças (rsrsrsrsrs).

          Depois dessa leitura tão "divertida", a gente pára e pensa na fragilidade da vida. Morte é igual gripe: uma hora ela pega alguém. A diferença é que para a gripe há cura, ela pode te "pegar" várias vezes. A morte é inevitável e é a coisa mais justa que há: não importa se é pobre ou rico, branco ou negro, criança ou velho... Basta estar vivo. A Bíblia diz que 'Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos (Salmos 116:15)". O sentido do termo "preciosa" é "que custa muito". De fato, para Deus custa muito a morte de alguém do seu povo. Nem mesmo Deus está alheio ao nosso sofrimento, Ele entregou seu Filho e sabe a dor da perda. Mas nunca podemos esquecer que temos um Consolador que estará conosco em todo tempo. A morte é uma realidade inevitável. Devemos sempre estar preparados para ela. Uma vez, minha diretora e amiga precisou dar a notícia a uma aluna de que seu melhor amigo havia morrido. Em sua sabedoria, ela disse que Jesus estava preparando casinhas para todas as pessoas da terra lá no céu. E à medida em que a casa ficava pronta, ele chamava o dono da casa para habitá-la. Minha casinha está sendo preparada. Só não sei quando receberei as chaves e a escritura. Mas Deus sabe.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Plantando rosas

O que você pensa quando sonha com flores? Já parou para pensar nisso? Pode significar muitas coisas, e cada planta tem um significado diferente e específico. Você ficaria espantado se parar para pesquisar! É cada coisa! Sabia que repolho (!!!) significa ciúmes à vista? Daí pode-se imaginar outras esquisitices...

Bom, mas não é sobre isso que quero falar. Outro dia, sonhei que estava plantando uma roseira no jardim de alguém. Fiquei pensando...sonhar com rosas, ainda mais vermelhas, é sinal de amor intenso, de paixão. Mas eu plantei no terreno de outra pessoa, numa casa e num jardim que não eram meus... Esse amor não é pra mim. Essas rosas vão brotar e crescer, ficarão vistosas, mas eu só poderei olhar, de longe. Triste, não? Não... o pior foi ver, no sonho, essa pessoa colhendo as rosas que eu plantei e dando para outra pessoa. Aí, sim!  A cena fictícia doeu tanto que acordei chorando. Tentei convencer minha mente e meu coração de tudo não passou de um sonho.

Eu tenho esses problemas com sonhos. Volta e meia, tenho um sonho esquisito. Sonhos que mais parecem filmes: têm enredo, ação, começo, meio e fim. Às vezes, ou quase sempre, eles se repetem ou continuam na noite seguinte, exatamente de onde pararam. Alguns são muito marcantes, reveladores e instigantes. Posso não discernir o significado deles imediatamente, mas uma hora, em alguma situação, escuto um "click" na minha mente, e a lembrança do sonho volta. Então, tudo faz sentido.

O sonho da roseira faz muito sentido para mim agora. Estou de longe vendo as lindas rosas que plantei nas mãos que não foram as mesmas que as plantaram.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O fim de um sonho

          Imagine essa situação: você está em um lugar lindo, o clima está agradável e tudo parece perfeito. Ao seu lado, o amor da sua vida, aquela pessoa que preenche seu coração e seu mundo, de forma que ao seu lado, nada parece ser capaz de tirar sua alegria. Essa pessoa, aquela com quem você sonhou encontrar desde sempre, segura em sua mão e o conduz para um lugar que você não sabe ao certo qual é, mas vai assim mesmo, simplesmente porque confia que ela lhe deseja o melhor. Você caminha de mãos dadas, mil coisas boas passando pela sua cabeça, planos e planos, sonhos, projetos... mas, de repente, a caminhada pára diante de um porta. Com um olhar enigmático, ao mesmo tempo sereno e firme, seu companheiro de caminhada, então, abre a porta e o faz passar por ela. Sem entender bem o que está acontecendo, o coração batendo forte e descompassado, você passa pela porta e a vê fechando-se atrás de si.

          Parado e absorto diante da porta fechada, você começa a gritar, a chorar e a bater desesperadamente, a espera de uma resposta, com a esperança de que a porta se abra e que esse pesadelo tenha fim. Então, após dias e dias a bater à e na porta, você finalmente resolve virar-se e seguir sua vida. Só, desiludido, perdido em si mesmo, em sua mente, milhões de fatos, palavras e promessas voando e revirando-se num turbilhão. Ao levantar os olhos, vê diante de si uma estrada longa, muito diferente daquela por onde andava outrora. Não há flores, nem pássaros, está chovendo e o céu está totalmente negro. E nesse cenário de dor e desilusão, você dá um passo após outro. O pensamento longe, tentando entender como tudo aconteceu, tentando encontrar um porquê para o que está acontecendo...

          Pronto! Você acorda e se encontra em seu quarto, na sua cama, na segurança da sua casa. Olha pela janela e vê um dia ensolarado surgindo, os pássaros cantam e tudo parece estar no seu devido lugar. Ufa! Que sonho esquisito...

          Ao levantar-se, abre a porta e vê diante de si uma estrada longa. Não vê flores, nem pássaros; uma garoa fina insiste em cair, céu cinza. À beira da estrada, um placa indica: "Inverno do meu ser". E ainda sem se dar conta do que está acontecendo, inicia a caminhada... Na mente, a canção: "A porta fechada me lembra você toda hora... a hora me lembra o tempo que se perdeu... perder, é não ter a bússola..."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Informatização x Amizade

                    Em tempos onde a diversidade é a temática global, nunca foi tão difícil lidar com ela. Apesar dos avanços tecnológicos e científicos, a dificuldade em relacionar-se com alguém pode ser considerada o mal do século. Questões lógicas: o tempo corrido, a busca por sucesso e realização profissional e pessoal, a informatização de tarefas simples como fazer compras num supermercado... Hoje é possível fazer qualquer coisa sem sair de casa!
                   Tanta mudança comportamental afetou drasticamente as relações pessoais. Se passa algum tempo sem ver alguém, mande um email ou um "torpedo". Converse com as pessoas via webcam ou através de mensagens instantâneas. Mostre-se ao mundo através do Facebook e conte a todos o que está fazendo em tempo real (on line) com algumas poucas palavras no Twitter. A nova geração globalizada e informatizada lida muito bem com um teclado e um monitor, mas revela-se incapaz de manter um relacionamento pessoal, livre e  independente dessas tecnologias. O bom e velho bate-papo... Amizade real, sabe? Mas, caso você seja um desses que desconhecem esse termo, é simples: é um relacionamento entre duas ou mais pessoas (pode-se até utilizar algum tecnologia para facilitar a comunicação...), onde há entrega, cumplicidade, companheirismo, amor... Como é difícil fazer amigos hoje! A sociedade "imediatista" não esperar. E uma amizade demanda tempo para estruturar-se, é como uma plantinha que cresce aos poucos e precisa de cuidados constantes. Não basta plantar numa "mini-fazenda" e esperar uma "colheita feliz" se você não estiver disposto a doar-se. Às vezes, por falta de prática com pessoas reais e não virtuais, um simples abraço é um gesto difícil e trabalhoso. Pessoas não costumam abraçar a tela fria de um computador! Se esse comportamento for transferido para as pessoas reais, que frieza será!
                   O fato, queridos, é que nós perdemos mais tempo conosco do que com o próximo. Estamos muito preocupados com nossa vida e projetos, por isso não temos tempo para ouvir ninguém. Não me tome por uma tecnofóbica ou por alguém que odeia tecnologias em geral. Se assim o fosse, não estaria aqui, certo? Só estou dizendo que são felizes aqueles que mantêm seus amigos de infância, dos tempos de escola, etc. Esse tipo de relacionamento está quase extinto. Particularmente, tenho dificuldades em relacionar-me com as pessoas; acho que preciso do dobro do tempo que uma pessoa "normal" leva para confiar na outra. Mas posso garantir que, quando a casca dura se quebra, a história muda completamente. Basta sentir um solo seguro sob meus pés. Esse tipo de solo chama-se SINCERIDADE. Quando pisamos nele e ali plantamos a flor da amizade, tudo mais é consequência. Quando somos sinceros, primeiramente conosco, não escondemos do outro quem somos, ainda que não gostemos de quem somos. Mas, se um relacionamento é uma via de mão dupla, nos arriscamos a encarar os defeitos do outro também. Ah, mas no meu profile eu posso mudar minha aparência, cobrir umas espinhas, diminuir meu nariz e ensaiar um sorriso de "olha-como-sou-confiável"! Funciona? Talvez, mas nunca por muito tempo. É a convivência que diz quem você é realmente. Ser amigo é mais que estar na lista de alguém num site de relacionamentos. Louvo a Deus pelas amizades que Ele me deu. Sim, porque só por Ele as pessoas me suportam! Poderia citar nomes, mas prefiro citá-los a Deus e pedir que, dia após dia, o Senhor fortaleça os laços de amor e companheirismo entre meus amigos e eu. Amo a todos!
                   Se um dia precisarem de mim, não hesitem em mandar um email, um "torpedinho" ou um recado no Orkut. Mas se quiserem tomar um café, um sorvete, ir ao cinema ou só ficar perto, sem nada especial pra fazer, vou adorar! São pequenos momentos como esses que tornam a vida mais significativa.
Um grande abraço a todos!

terça-feira, 30 de março de 2010

Quebra-cabeças


Ok, eu sei... Prometi escrever frequentemente e não cumpri minha palavra... Isso é realmente lamentável... Mas não aconteceram muitas coisas interessantes pra contar. Estou enrolada com a faculdade, sou desafiada a cada dia a superar meus limites, a testar minha tolerância e paciência, a controlar meus impulsos e tentar jogar o  


  


"jogo do contente". Nem sempre consigo, mas sempre tento. Isso já é um bom sinal, certo? 



Pois bem, ontem eu passei por um daqueles momentos que conhecemos bem: as temidas e terríveis crises existenciais. Na verdade, ontem foi o ápice da crise, foi o momento em que todos os meus questionamentos explodiram em forma de choro. Refletir sobre a vida e fazer um balanço geral de tudo que fazemos, deixamos de fazer, daquilo que acertamos ou erramos é até saudável, nos faz crescer. Então, o que acontece quando você vê sua vida (família, amigos, trabalho, sociedade...) como um grande quebra-cabeças? Obviamente, você espera estar encaixado, de certa forma, em algum lugar nesse misterioso jogo da vida, certo? Certo... Mas, o que acontece quando você percebe que essa peça chamada EU não se excaixa em lugar nenhum? Bate um desespero, uma vontade de sumir, de sair correndo e fugir até encontrar um lugar onde você consiga se enquadrar.  Gostoso foi saber e ouvir de alguém  a quem  tanto amo a seguinte retórica ao grito da minha alma:


"Onde, enfim, eu me encaixo?"


"Na minha vida!".


Foi o suficiente para eu parar de correr. Encontrei meu lugar.


(Te amo)



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

VOU SAIR DE FÉRIAS


"VOU SAIR DE FÉRIAS!" - Essa expressão certamente já foi dita por nós um dia, certo? Pelo menos quem nunca foi tão enfático assim, já morreu de inveja de quem pode se dar o luxo de sair de férias, deixar a rotina de lado, viver novas aventuras, etc. Caímos na ilusão de pensar que o "sair de férias" implica dar férias para os problemas, para as dívidas, responsabilidades... Como seria bom se isso fosse real! Podemos até mudar de cidade, ver outras pessoas e aventurarmos num mundo repleto de coisas novas para se experimentar... Mas os problemas continuarão no mesmo lugar quando voltarmos. As mesmas pessoas de sempre, a mesma rotina enfadonha do nosso trabalho, as dívidas (que agora são maiores - porque sempre gastamos além do que deveríamos nas férias!), os desafios de sempre estarão ali, impacientes, batendo os pés no chão, esperando sua volta... Consegue imaginar isso? Pois é assim que eu imagino. As minhas férias estão acabando e eu já posso antecipar todo o estresse que me aguarda até as próximas "férias". Queria mesmo é poder tirar férias de mim... Comecei a perceber que não é o trabalho ou a rotina diária que me desgasta: é a forma como encaro a vida. É, pessoal, hoje estou bem diferente do que costumo ser e escrever. Mas é um desabafo passageiro, prometo...Tirar férias de mim seria ótimo. Começo a ver quem sou e como sou quando estou só. Não consigo aguentar minha companhia! Talvez, se eu fizesse metade das coisas que quero, que planejo, que esperaria que EU FIZESSE ficaria um pouco melhor. Entendam que não sou da filosofia do "deixa a vida me levar". Mas, às vezes, o medo de errar e de se machucar nos coloca nessa posição de apatia, ou seja, "se não tentar, não corro o risco de errar e quebrar a cara". Infelizmente, aprendemos com erros. Nossa vida é feita de erros e acertos, de altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e frustrações... São tantos paradoxos e contradições vivenciadas no decorrer da nossa caminhada aqui que não há como fugir disso. Há uma linha tênue que separa essas contradições. Nunca estaremos alegres o tempo todo... Basta um vacilo, e "tome tristeza". A vida é assim.Ah, a conclusão de tudo isso? Bom, tentar tirar férias de nós é impossível. No final de tudo, você se dá conta de que VOCÊ é sua melhor companhia... "Antes só (comigo mesma) do que mal acompanhada". 



 




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quando ficamos só



É difícil ficar só. Há quem prefira isolar-se do mundo, fugir das pessoas como uma maneira de se proteger (sabe-se lá de quê!). Essa fobia social não combina com a natureza humana, visto que Deus, ao criar o homem, disse: "Não é bom que o homem viva só". Tudo na natureza parece ter um par, para começar, e a partir daí, formam-se as famílias, comunidades, sociedades... E lá está o homem convivendo com outros da mesma espécie. Mas, por que algumas pessoas não conseguem viver bem com outras? É possível viver isolado do mundo, alheio ao que acontece a sua volta?

Atualmente, podemos quase afirmar que é impossível alguém viver assim. Cada vez mais vemos a necessidade de estar em contado com pessoas, a solicitar ajuda ou prestar serviços a alguém. Para tudo, precisamos da ajuda de alguém. Até mesmo os tímidos, por mais introvertidos que sejam, em algum momento precisará relacionar-se com alguém. Enfim, não podemos fugir dessa verdade: fomos criados para viver em sociedade.

O "ficar só" não caracteriza-se pela ausência de pessoas à nossa volta, apenas. Posso estar sozinha em qualquer lugar e ainda assim não sentir-me só. Ou, pelo contrário, posso estar em meio a uma multidão e sentir-me só. E, então, estando só, podemos ver quão frágeis nós somos. Viramos crianças, sentimos vontade de chorar, queremos atenção, precisamos de "colo", queremos conversar... mas com quem? Com o espelho?

Quando ficamos só, passamos a ficar cheios de nós mesmos. É como se tentássemos nos agradar de alguma forma, mas nada funciona, tudo nos irrita. Alguns momentos de reflexão a sós consigo até fazem bem, mas a solidão não deve ser um estado permanente.

Sei que é indelicado recorrermos às nossas próprias citações, mas fomos criados para viver em sociedade. E isso implica conviver com diferenças, peculiaridades e pequenos defeitos que poderão criar situações de estresse intenso. Mas, se lembrarmos que aos olhos dos outros também somos um "poço de defeitos e manias", fica fácil suportar as diferenças alheias.

Viver só depende de nós. Mas, se ficar difícil demais arrumar alguma companhia, há alguém que prometeu nunca no deixar só. É só chamar por Jesus e certamente Ele não hesitará em tornar-se seu melhor amigo...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nunca é tarde


Lembra quando disse que não faria promessas para o Ano Novo? Pois é, não fiz, mas como meu futuro está nas mãos de Deus, os melhores planos para minha vida vêm Dele. E por falar nisso, Ele já começou a me surpreender: concretizou um sonho antigo que eu tinha, logo no início do ano. Agora sou uma universitária. Suspresa? Para mim, sim, mas para Deus... Posso até imaginá-lo me olhando lá do céu enquanto eu verificava a lista dos classificados e ficava pasmada com o meu nome lá, e mais surpresa ainda com a colocação! Deus deveria estar com um cartaz escrito "EU JÁ SABIA!!!" e, certamente, estaria sorrindo o sorriso mais lindo do Universo olhando para a cara de boba estampada em mim... Deus é surpreendentemente incrível!

Pode parecer bobagem, mas esse acontecimento me fez pensar em tantas oportunidades que eu deixei passar... Na verdade, nunca coloquei muita fé em mim, apesar de saber que com um pouco mais de esforço eu posso realizar tanta coisa... Mas nadar contra a maré é difícil. Quando a grande maioria diz que "é difícil", que "não vai dar certo", que "não vale a pena tentar", você acaba acreditando nisso e deixa as oportunidades passarem. Outro dia ouvi do meu pastor: "NÃO EXISTEM PORTAS FECHADAS E, SIM, OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS". Sábias palavras...

Agora eu vejo que nunca é tarde. O primeiro passo é aprender a nadar, ou seja, aprender a sonhar, a acreditar naquilo que somos e podemos realizar. Após o primeiro passo, é preciso entender que ninguém que aprende a nadar já está apto a atravessar a Baía de Guanabara! Temos que ir com calma! Isso significa que algumas vezes nossos planos não sairão do jeito que esperávamos... mas isso é mais do que normal. Temos que aproveitar esses aparentes "fracassos" como fonte de pesquisa, guardando-os em nosso banco de dados e consultando-os esporadicamente a fim de não cometermos os mesmos erros. Finalmente, após muitas e muitas "aulas de natação", muitos "caixotes" e "caldos", você adquire experiência e conhece seus limites. Agora já sabe que nadar contra a maré é DIFÍCIL, mas não IMPOSSÍVEL quando se tem preparo, perseverança e objetivos.

Sabe uma lição que aprendi quando fui à praia pela primeira vez? Minha mãe disse: "Nunca dê as costas para o mar! Olhe sempre para ele e quando vier a onda, você pula ou, então, mergulhe e deixe ela passar". Incrível, não? Assim também é com a vida! Não devemos ignorar o que acontece à nossa volta, a vida nos prega peças, como as ondas que parecem surgir do nada e quebram em cima de nós e... TCHIBUM! "De onde veio? Pra onde foi? Alguém anotou a placa?". Isso não teria acontecido se estivéssemos preparados, se tivéssemos encarado a onda de frente.

Minha vontade é ficar escrevendo direto, mas não quero ser prolixa (valeu o toque, Rô). Espero que tenham entendido meu ponto de vista e que, de uma forma ou de outra, eu os tenha ajudado de alguma forma.

 

Fiquem na paz!

sábado, 31 de outubro de 2009

Quem (não) tem medo de crescer?

Já ouviram falar na Síndrome de Peter Pan? Se não, pelo menos a história de Peter todos conhecem. A Síndrome caracteriza-se pelas atitudes imaturas do indivíduo, que pode variar de acordo com cada pessoa. Resumindo: Infantilismo. Na história de Peter, ele e os outros meninos não crescem, vivem num mundo fantasioso, de brincadeiras e aventuras fantásticas e nenhuma responsabilidade, a não ser se divertirem ao máximo. Peter conhece a Wendy e blá, blá, blá... Até que Wendy, depois de toda uma história (que eu nao vou contar) resolve voltar para o mundo real e, em um dos filmes, Peter volta e re-encontra Wendy já adulta, casada e com filhos. Ou seja: ELA decidiu crescer.


O crescimento implica tantas coisas... fisicamente, quem nunca sentiu aquelas dores terríveis nas pernas e sua mãe sempra falava: "é a dor do crescimento, você está crescendo, seus ossos estão crescendo..." ? Eu sentia dores absurdas e olha que nem cresci tanto! Mas não vou falar desse crescimento físico, que em outros aspectos também causam dor. Quero falar de responsabilidades, atitudes e decisões que precisamos tomar à medida que vamos crescendo.


Às vezes, ou na maioria das vezes, tomamos decisões que não são as mais acertadas. E aprendemos com esses erros. Depois com outro, e mais outro... Erramos, muitas vezes, tentando acertar, mas nem sempre acertamos. Por isso, muitos de nós preferimos ficar estagnados no tempo, nos aproveitando de situações para simplesmente "não crescer". E sabe por quê? CRESCER DÓI! A frase mais idiota e mais certa que eu já ouvi é "cada pessoa é uma pessoa". Para uns, crescer é tão natural quanto respirar. Para outros, crescer é tão difícil e doloroso quanto uma cólica renal!


Aprendi e ainda estou aprendendo a crescer, e da forma mais difícil. É como uma criança que aprende a andar de bicicleta sem as rodinhas de apoio. Meus "apoios" estão sendo tirados e, como uma criança, estou caindo muito, e me machucando também... E quando penso que estou levantando e não vou mais cair, vem um "tombaço" daqueles! Dá vontade de nem levantar mais do chão. Dor, vergonha, medo de tentar de novo... talvez... Mas o fato, meus amigos, é que não devemos desistir jamais, apesar da dor e da vergonha. Nem que seja preciso levantar e sorrir, mesmo chorando por dentro. E é assim que a gente vai levando a vida: caindo e levantando, acertando e errando, vivendo, crescendo e aprendendo. Sempre.


Para você refletir: 


Não tenha medo de crescer lentamente;
tenha medo apenas de ficar parado. (Provérbio Chinês)


Claudiane Corrêa


                                    


                                                                                          


 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pensando mais um pouco...

Já parou para olhar as pessoas? Tipo, sentar em um lugar de bastante movimento e só observar.... Pode até ser que encontre algum conhecido, ou melhor, alguém que vc acha que conhece, mas depois vai descobrir que não conhece coisa alguma sobre esse alguém. Olhando a "capa", todos somos iguais: temos as mesmas estruturas, os mesmos traços que nos diferenciam dos demais animais. Somos a obra-prima da criação divina!

Mas, como somos por dentro? Não falo aqui das características humanas, mas de sentimentos. Quem pode saber se aquilo que vemos por fora condiz com o que aquela pessoa realmente está sentindo?

Conviver com pessoas é arriscado... Mamãe sempre diz: "coração do homem (humano) é terreno que ninguém pisa". Sábias palavras! Pessoas que sorriem pra você, que te abraçam, te chamam de "amigo", vão à sua casa, podem não ter por você a mesma consideração (ou lealdade, respeito, confiança....) que você tem por elas. Daí vem a decepção... E a dor... Falamos sobre isso em outra ocasião (sobre perdão), lembra?

Mas, você me pergunta: "Devo me isolar para não sofrer assim?" Claro que não! Deus nos fez para viver em sociedade, para aprendermos uns com os outros. A cada decepção, a cada "erro" humano, nós podemos ver o quanto Deu é perfeito e que não devemos pôr nossa confiança no HOMEM, porque ELE, VOCÊ e EU somos falhos e erramos sempre. A palavra de Deus diz, mais precisamente Paulo, o apóstolo,  que "nossa força se aperfeiçoa na nossa fraqueza". Então, devemos aproveitar essas "coisas-chatas-da-vida" e tirar delas algo que possa nos fortalecer. É basicamente uma dieta de "engolir sapos", mas certamente serão experiências que futuramente nos servirão até para ajudar alguém. Quem sabe?

Um grande abraço a todos!

 

Claudiane Corrêa

sábado, 24 de outubro de 2009

Vivendo e aprendendo...

     A vida é realmente cheia de surpresas... Muitas vezes somos surpreendidos até por nós mesmos. Tomamos atitudes que, depois de um tempo, pensamos: "O que foi que eu fiz?" ou "Por que cargas d´águas eu fiz isso?". É, não tem jeito: a gente acaba aprendendo errando. Diz um velho ditado que "O homem inteligente aprende com seus prórpios erros; o homem sábio aprende com os erros do outros", mas, sinceramente, acho que só sabe a dor do aprendizado quem passa por ele. Analizar a vida de outras pessoas, dizer o que elas têm que fazer ou como devem se portar parece fácil. Eu mesma estou cansada de fazer isso! Até conselhos pela madrugada a um desconhecido eu já dei e para um problema semelhante ao que eu estava passando! Parece brincadeira, mas não é!

O fato é que as surpresas da vida estão aí: a qualquer momento você pode ser surpreendido e pode não gostar dessa surpresa. Um exemplo? Eu conheci os dois lados: o de trair e o de ser traída. E posso dizer com toda certeza que a dor é a mesma em ambas as situações. Porque só traímos quem amamos, quem está perto de nós. Igualmente, somos traídos por quem nos é mais próximo, por quem julgamos "amigos", ou coisa do tipo. Só é traição se for assim. E agora, pra finalizar, vem a parte mais difícil de todas: o perdão. PERDOAR e SER PERDOADO exigem renúncia, altruísmo, amor... Às vezes, é preciso NOS PERDOAR, porque a culpa de quem trai é seu maior algoz. É como se fosse uma barreira que te impede de ver que o perdão já nos foi liberado, mas nossa mente nos traz sempre aquela cena, o olhar da pessoa amada, o seu olhar de decepção... a dor de quem amamos e traímos parece que fica tatuada em algum lugar na nossa mente e por mais que se tente, não conseguimos apagá-la...

É difícil tratar assuntos tão complexos como esse. Jesus nos ensina a perdoar sempre, a oferecer a outra face, a perdoar sete vezes mais. Ele sentiu a dor da traição e sofreu como ninguém. Só podemos pedir a Ele que nos ensine a superar a tempestade, a "brincar na chuva" mesmo.

Fácil? Não.

Difícil? Muito

Impossível? Com Deus, jamais.

Vamos tentar? Só depende de nós...

 

       Claudiane Corrêa

 

                                                               

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pense...

Até onde minhas escolhas podem me levar?



Todos nós viemos ao mundo com uma missão especial. Não é conversa de “auto-ajuda”, do tipo que quer mostrar que “você tem valor”, que “sua vida vale a pena ser vivida”. Falo, na verdade, da condição de adoradores: fomos criados para o louvor do Senhor. Mas, cabe a cada um aceitar ou não esta missão. Por isso, em nossa caminhada por esse mundo, Deus nos entregou algo muito precioso em nossas mãos: o livre arbítrio. O poder de escolha.


Lendo a bíblia, podemos analisar um pouco a vida de alguns grandes personagens e as escolhas que fizeram. Vejamos alguns:


 


Ø       Saul – ungido “príncipe” pelo profeta Samuel (1 Sm 9.15,16) numa situação onde o povo necessitava de um líder. E esse líder era Saul (= desejado): o homem mais alto e formoso de Israel, assim como um grande guerreiro. Seu reinado começou muito bem, mas devido à sua desobediência, Deus se arrependeu de haver constituído Saul como rei sobre Israel (1Sm 15.35). Seu final: trágico! = escolhas erradas


Ø       Davi – ungido “rei” sobre Israel enquanto Saul ainda era vivo. Matou gigante, venceu inimigos de Israel e foi o “homem segundo o coração de Deus”. Sua história também foi marcada por muitas vitórias e conflitos pessoais, mas ainda é uma grande referência em termos de adoração. Seu final: até hoje é referência para todos nós, principalmente para os que estão envolvidos na adoração.


 


Qual é a diferença entre esses dois personagens? A diferença que eu vejo está nas escolhas feitas por cada um. Os dois tiveram o mesmo poder nas mãos, reinaram sobre uma nação escolhida por Deus. Davi, mesmo sabendo que seria sucessor de Saul, ainda foi servi-lo em seu palácio e mostrou total respeito ao seu líder, mesmo sendo um líder que desejava matá-lo. E, depois da morte de Saul, Davi pranteou sua morte sinceramente, porque reconhecia Saul côo um “ungido do Senhor” (2 Sm 1.11-16)


O que podemos extrair disso tudo? Simples: que tipo de escolhas tenho feito e aonde elas podem nos levar?


Na estrada da vida, há montanhas, montes, vales, caminhos aplainados, fontes no deserto... e muitos atalhos, também.


Até onde minha escolha pode interferir na vida de outras pessoas? Escolher viver uma vida dupla pode levar alguém a jamais conhecer o Senhor. Ou talvez, pode fazer alguém desacreditar do que é realmente ter vida com Deus. Tentar separar sua “vidinha-de-crente-de-domingo” da sua vida na escola, no seu trabalho, na sua vida secular pode ser muito perigoso... Você pode não gostar do final dessa história,


Escolher “viver o hoje” pode fazer você perder sua eternidade. Escolher o prato de lentilhas que o mundo oferece pode fazê-lo perder sua herança celestial.


Escolher os prazeres do mundo, se entregar aos prazeres carnais, às amizades que não são agradáveis ao Senhor, pode fazê-lo perder o direito de gozar das Bodas do Cordeiro.


Porém, escolher a melhor parte:


·       É estar inteiramente submisso a Deus e sua soberana vontade.


·       É deixar as solicitudes da vida aos pés do Senhor e deixar que Ele supra nossas necessidades em glória.


·       É buscar o seu reino e sua justiça.


·       É superar a multidão para tocar na orla de Jesus na certeza de que dele virá sua cura, sua salvação.


·       É voltar para agradecer as bênçãos recebidas quando todos vão embora.


·       É dar fruto fora do tempo.


·       É adorar a Deus mesmo que as circunstâncias te impulsionam a murmurar.


·       É voltar-se para Deus e não contra Deus nos momentos de dor.


·       É lutar sempre, sabendo que em todas as coisas somos mais que vencedores em Cristo Jesus.


Escolher a Deus é sempre a melhor opção: sua vontade é boa, perfeita e agradável.


 


Claudiane Corrêa