segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O que esperar de um ANO NOVO?

     É isso mesmo, o ciclo continua. Mais um ano terminou e outro começou, e com ele, promessas de uma vida nova, esperança de um ano melhor que o anterior... Ok, não sou uma pessimista de plantão, nem quero ser. Apenas sou realista. E a realidade, minha gente, é que as coisas não são cor-de-rosa o tempo todo. Agora mesmo, estou aqui, de frente para esta tela de computador pensando nas decisões que preciso tomar daqui pra frente. Certamente não serão fáceis e toda atitude gera consequências, sejam elas boas ou não. O fato é que devemos encarar cada uma delas e assumir que elas existem por nossa causa. Complicado pensar assim, não é? Outro dia, ouvi alguém dizer: "se a culpa é minha, eu a coloco em quem eu quiser". Seria muito cômodo se fosse assim... Ninguém quer assumir as consequências dos próprios atos, e QUANDO o fazem, justificam colocando a culpa em outra pessoa.
     Essa "comoção-coletiva-de-fim-de-ano" me incomoda profundamente. É claro que esperamos sempre o melhor, mas PRECISAMOS ENCARAR OS FATOS, principalmente se formos cristãos conscientes que o advento da volta de Jesus está às portas. Portanto, o "princípio de dores" está cada vez mais difícil de ser amenizado com analgésicos de palavras positivas. É inevitável. "Este é o ano da colheita", muitos dizem. Claro! A lei da semeadura é clara: "pois tudo o que o homem semear, isto também semeará." (Gálatas 6:7). Todo ano é ano da colheita. O problema é que essa expressão leva as pessoas a acreditarem que esta colheita será positiva, somente. O que não é verdade. A sabedoria está, portanto, em saber plantar e O QUÊ plantar para ter uma colheita próspera.
     O que esperar de um ano que se inicia? Simples: faça uma retrospectiva do que você plantou no ano anterior e você encontrará a resposta à sua pergunta. O segredo está aí: devemos viver os dias plantando aquilo que queremos colher no próximo ano. Se pensarmos dessa forma, teremos a certeza de vivermos um FELIZ ANO NOVO.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Saudades de quem não sou ( II )

     Enfim...
     Se você leu a primeira parte, provavelmente está pensando que esta é a sua continuação, mas lamento informar que está enganado. Pode pensar o que quiser, me xingar em pensamento (ou pessoalmente, se me encontrar, claro), mas só posso adiantar que apenas dei a prévia de um dos meus projetos que iniciarei a partir de 2012.
     Mas, reportando-me mais uma vez à postagem anterior, pergunto: você tem saudades de quem não é mais? Talvez você nem saiba a que me refiro, então darei um exemplo simples. Sinto saudades de quem eu era há uns 20 anos, quando adorava as festas de fim de ano, por exemplo. Hoje, aquela criança não existe mais. Pelo menos não com a mesma inocência. Há alguma fase da sua vida da qual você sinta saudades? Pense um pouco...
     E se fosse com você? Tente imaginar acordar um dia e não saber onde você está, não saber quem é você, ou não encontrar nenhuma memória em sua mente? Você sentiria "saudades" de quem não é ou veria a possibilidade de ser quem nunca foi?
     Pense...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Saudades de quem não sou (I)

     Aquele parecia ser um dia como outro qualquer. Estava tudo igual. Levantou-se da cama, tomou seu café fraco com torradas, trocou a água do cachorro e pôs um pouco mais de ração para ele. Tomou nota: "Preciso marcar o veterinário para Athila. Ele quase não está se alimentando... alguma coisa está errada". Pregou o lembrete na geladeira, afagou o cão e se preparou para sair.
     Durante o percurso habitual, apanhou sua agenda e conferiu as atividades do dia. Este prometia ser cheio... "Nossa! Hoje é o aniversário da minha mãe!", lembrou, e imediatamente ligou para ela do seu celular. Neste momento, sentiu um solavanco anormal no ônibus e antes que pudesse entender o que estava acontecendo, viu tudo rodar e, em seguida, escurecer...
     Atordoada e com uma forte dor de cabeça, abre os olhos, que ainda anuviados lhe indicam que está em um hospital. Olha ao redor, máquinas e leitos, aquele cheiro  característico de um ambiente hospitalar... mas por quê? O que estava acontecendo? Tentou chamar alguém, mas a voz não saía. Tentou se levantar, mas na primeira investida, sentiu seu corpo como que se partindo ao meio. Alguma coisa muito grave aconteceu, mas não sabia exatamente o quê. Neste momento, uma enfermeira entra no quarto para aplicar sua medicação. Vendo sua agitação, a enfermeira tenta acalmá-la dizendo que ela havia sofrido um grave acidente, mas que agora estava fora de perigo, mas sua recuperação seria lenta. Ainda sem saber o que pensar, mais alguém entra no quarto. Uma mulher alta e visivelmente transtornada aproxima-se da sua cama e, chorando, a chama de filha.
     "Filha"? Quem é essa mulher? O que está acontecendo, afinal?