segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

VOU SAIR DE FÉRIAS


"VOU SAIR DE FÉRIAS!" - Essa expressão certamente já foi dita por nós um dia, certo? Pelo menos quem nunca foi tão enfático assim, já morreu de inveja de quem pode se dar o luxo de sair de férias, deixar a rotina de lado, viver novas aventuras, etc. Caímos na ilusão de pensar que o "sair de férias" implica dar férias para os problemas, para as dívidas, responsabilidades... Como seria bom se isso fosse real! Podemos até mudar de cidade, ver outras pessoas e aventurarmos num mundo repleto de coisas novas para se experimentar... Mas os problemas continuarão no mesmo lugar quando voltarmos. As mesmas pessoas de sempre, a mesma rotina enfadonha do nosso trabalho, as dívidas (que agora são maiores - porque sempre gastamos além do que deveríamos nas férias!), os desafios de sempre estarão ali, impacientes, batendo os pés no chão, esperando sua volta... Consegue imaginar isso? Pois é assim que eu imagino. As minhas férias estão acabando e eu já posso antecipar todo o estresse que me aguarda até as próximas "férias". Queria mesmo é poder tirar férias de mim... Comecei a perceber que não é o trabalho ou a rotina diária que me desgasta: é a forma como encaro a vida. É, pessoal, hoje estou bem diferente do que costumo ser e escrever. Mas é um desabafo passageiro, prometo...Tirar férias de mim seria ótimo. Começo a ver quem sou e como sou quando estou só. Não consigo aguentar minha companhia! Talvez, se eu fizesse metade das coisas que quero, que planejo, que esperaria que EU FIZESSE ficaria um pouco melhor. Entendam que não sou da filosofia do "deixa a vida me levar". Mas, às vezes, o medo de errar e de se machucar nos coloca nessa posição de apatia, ou seja, "se não tentar, não corro o risco de errar e quebrar a cara". Infelizmente, aprendemos com erros. Nossa vida é feita de erros e acertos, de altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e frustrações... São tantos paradoxos e contradições vivenciadas no decorrer da nossa caminhada aqui que não há como fugir disso. Há uma linha tênue que separa essas contradições. Nunca estaremos alegres o tempo todo... Basta um vacilo, e "tome tristeza". A vida é assim.Ah, a conclusão de tudo isso? Bom, tentar tirar férias de nós é impossível. No final de tudo, você se dá conta de que VOCÊ é sua melhor companhia... "Antes só (comigo mesma) do que mal acompanhada". 



 




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quando ficamos só



É difícil ficar só. Há quem prefira isolar-se do mundo, fugir das pessoas como uma maneira de se proteger (sabe-se lá de quê!). Essa fobia social não combina com a natureza humana, visto que Deus, ao criar o homem, disse: "Não é bom que o homem viva só". Tudo na natureza parece ter um par, para começar, e a partir daí, formam-se as famílias, comunidades, sociedades... E lá está o homem convivendo com outros da mesma espécie. Mas, por que algumas pessoas não conseguem viver bem com outras? É possível viver isolado do mundo, alheio ao que acontece a sua volta?

Atualmente, podemos quase afirmar que é impossível alguém viver assim. Cada vez mais vemos a necessidade de estar em contado com pessoas, a solicitar ajuda ou prestar serviços a alguém. Para tudo, precisamos da ajuda de alguém. Até mesmo os tímidos, por mais introvertidos que sejam, em algum momento precisará relacionar-se com alguém. Enfim, não podemos fugir dessa verdade: fomos criados para viver em sociedade.

O "ficar só" não caracteriza-se pela ausência de pessoas à nossa volta, apenas. Posso estar sozinha em qualquer lugar e ainda assim não sentir-me só. Ou, pelo contrário, posso estar em meio a uma multidão e sentir-me só. E, então, estando só, podemos ver quão frágeis nós somos. Viramos crianças, sentimos vontade de chorar, queremos atenção, precisamos de "colo", queremos conversar... mas com quem? Com o espelho?

Quando ficamos só, passamos a ficar cheios de nós mesmos. É como se tentássemos nos agradar de alguma forma, mas nada funciona, tudo nos irrita. Alguns momentos de reflexão a sós consigo até fazem bem, mas a solidão não deve ser um estado permanente.

Sei que é indelicado recorrermos às nossas próprias citações, mas fomos criados para viver em sociedade. E isso implica conviver com diferenças, peculiaridades e pequenos defeitos que poderão criar situações de estresse intenso. Mas, se lembrarmos que aos olhos dos outros também somos um "poço de defeitos e manias", fica fácil suportar as diferenças alheias.

Viver só depende de nós. Mas, se ficar difícil demais arrumar alguma companhia, há alguém que prometeu nunca no deixar só. É só chamar por Jesus e certamente Ele não hesitará em tornar-se seu melhor amigo...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nunca é tarde


Lembra quando disse que não faria promessas para o Ano Novo? Pois é, não fiz, mas como meu futuro está nas mãos de Deus, os melhores planos para minha vida vêm Dele. E por falar nisso, Ele já começou a me surpreender: concretizou um sonho antigo que eu tinha, logo no início do ano. Agora sou uma universitária. Suspresa? Para mim, sim, mas para Deus... Posso até imaginá-lo me olhando lá do céu enquanto eu verificava a lista dos classificados e ficava pasmada com o meu nome lá, e mais surpresa ainda com a colocação! Deus deveria estar com um cartaz escrito "EU JÁ SABIA!!!" e, certamente, estaria sorrindo o sorriso mais lindo do Universo olhando para a cara de boba estampada em mim... Deus é surpreendentemente incrível!

Pode parecer bobagem, mas esse acontecimento me fez pensar em tantas oportunidades que eu deixei passar... Na verdade, nunca coloquei muita fé em mim, apesar de saber que com um pouco mais de esforço eu posso realizar tanta coisa... Mas nadar contra a maré é difícil. Quando a grande maioria diz que "é difícil", que "não vai dar certo", que "não vale a pena tentar", você acaba acreditando nisso e deixa as oportunidades passarem. Outro dia ouvi do meu pastor: "NÃO EXISTEM PORTAS FECHADAS E, SIM, OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS". Sábias palavras...

Agora eu vejo que nunca é tarde. O primeiro passo é aprender a nadar, ou seja, aprender a sonhar, a acreditar naquilo que somos e podemos realizar. Após o primeiro passo, é preciso entender que ninguém que aprende a nadar já está apto a atravessar a Baía de Guanabara! Temos que ir com calma! Isso significa que algumas vezes nossos planos não sairão do jeito que esperávamos... mas isso é mais do que normal. Temos que aproveitar esses aparentes "fracassos" como fonte de pesquisa, guardando-os em nosso banco de dados e consultando-os esporadicamente a fim de não cometermos os mesmos erros. Finalmente, após muitas e muitas "aulas de natação", muitos "caixotes" e "caldos", você adquire experiência e conhece seus limites. Agora já sabe que nadar contra a maré é DIFÍCIL, mas não IMPOSSÍVEL quando se tem preparo, perseverança e objetivos.

Sabe uma lição que aprendi quando fui à praia pela primeira vez? Minha mãe disse: "Nunca dê as costas para o mar! Olhe sempre para ele e quando vier a onda, você pula ou, então, mergulhe e deixe ela passar". Incrível, não? Assim também é com a vida! Não devemos ignorar o que acontece à nossa volta, a vida nos prega peças, como as ondas que parecem surgir do nada e quebram em cima de nós e... TCHIBUM! "De onde veio? Pra onde foi? Alguém anotou a placa?". Isso não teria acontecido se estivéssemos preparados, se tivéssemos encarado a onda de frente.

Minha vontade é ficar escrevendo direto, mas não quero ser prolixa (valeu o toque, Rô). Espero que tenham entendido meu ponto de vista e que, de uma forma ou de outra, eu os tenha ajudado de alguma forma.

 

Fiquem na paz!