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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Perdas e ganhos

     Com toda a correria do dia a dia, algumas coisas nunca deixarão de ocupar nossos pensamentos: as lembranças. Não falo das tarefas que devemos lembrar, como a consulta médica marcada para tal dia, ou atualizar aquela planilha de controle que não pode deixar de ser feita até o fim de semana... Falo das lembranças, boas ou não, que vêm através de um cheiro, de uma música, de um lugar. Fatores como estes, e tantos outros, servem como um click na memória e automaticamente nos trazem aquelas lembranças. Acho até que já escrevi sobre isso.
     O fato é que meu coração amanheceu de luto. Desde ontem. Acontece que perdi uma pessoa muito querida, na verdade, muito amada há um ano e, por mais que eu tente não pensar, as lembranças (sempre elas...) me trazem os últimos momentos que passamos. Difícil acreditar que na manhã de 25 de novembro tudo estaria acabado. A morte vem quando menos esperamos (se é que a esperamos) e nos tira o que temos de mais precioso. Havia tanta coisa pra falar, tanto ainda para se viver, tanta esperança de ser feliz... Agora acabou.
     ACABOU.
     Essa é a palavra que repito em voz alta quando sinto essa saudade dilacerante. Eu preciso acreditar que ACABOU, que não dá pra voltar atrás, que não posso mudar o que aconteceu. Quem me dera ter o poder de fazê-lo, mas não tenho. As perdas também servem de aprendizado. Devemos aproveitar todo o tempo que temos para mostrar às pessoas que realmente importa o QUÃO IMPORTANTES são! Amanhã pode ser tarde. O HOJE é JÁ, o tempo não vai parar até dizermos um simples "você é especial pra mim". Diga JÁ.
     O que aprendi com tudo isso é que nada, NADA é pra sempre. Esqueça Deus nessa história e tudo que se relaciona a Ele (seu amor é pra sempre, Sua graça, Sua bondade...). Isso eu já sei. Falo das coisas terrenas, das pessoas que estão aqui, dos sentimentos... Com algumas exceções, claro.
     Prefiro acreditar nas regras.
     A exceção da regra, porém, é que meu amor é pra sempre...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

The End

Foram apenas cinco anos. Mas não apenas simples 1826  dias vividos... mas os melhores de toda uma pequena vida. Nascida em 2006, sentiu pela primeira vez o sopro de vida e uma certeza invadiu sua alma: "sou amada!". Cercada de amor e atenção, dia após dia, sentia-se cada vez mais o quanto era querida e especial, entre tantas como ela. Viveu em um mundo colorido pelo amor e carinho que para si eram irradiados e  tudo parecia perfeito.

Até que ACABOU.

Apesar de sentir que, nos últimos dias, sua vida esvanecia-se como areia que se escapa entre os dedos, ainda acreditava que tudo "ficaria bem". Desilusão... Traída pela vida, viu a própria vida sair pela porta do seu pequeno ser, deixando para trás um vazio que jamais sentira. E tomada pela dor, sentou-se no chão frio da sua alma, olhos fitos na porta trancada, a espera de um fio de luz, um fio de esperança de que tudo não passava de um pesadelo terrível... E na incansável espera do retorno da sua felicidade, adormeceu, enfim, vencida pela dor e pelo desalento.

Só restaram suas memórias de uma vida que jamais haverá de viver.