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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quero ser

     "O que você quer (vai) ser quando crescer"?
     Quem nunca ouviu essa pergunta ou até mesmo já fez a algum pequenino? De vez em quando, algum menino prodígio responde "Quero ser grande, ué?". Diante dessas respostas, percebemos que as crianças são felizes... Lembra das vacas? Não chegam a serem as vacas de Nietszche (aliás, este gerou tanta polêmica...), mas são felizes. Me lembro bem que eu sempre quis ser professora. Brincava de dar aulas para meu irmão, para minha prima Alessandra e, claro, para minhas poucas e esquisitas bonecas. Se eu soubesse que seria tudo diferente como professora de verdade...
     Crescer implica muitas mudanças e decisões. Acredito que o "crescer" vai além da idade, da altura ou das responsabilidades implícitas na "maioridade". Conheço crianças-adultas, que têm tanta coisa para se preocupar que mal sabem o que é ser criança. Assim como conheço adultos que tem atitudes tão infantis que só lhes falta a chupeta! Uma amiga vive dizendo que sou infantil. Ok, ok... Estou me expondo demais, já sei! São tantos os predicados que ela me atribui que fico até tonta! Talvez eu tenha a Síndrome de Peter Pan, quem sabe? Talvez precise de tratamento... Ou de chupeta, mesmo!
     Mas agora, olhando para trás e comparando com
o que vejo hoje, sinto que sou a mesma menina que brincava de ser professora. Algumas marcas denunciam que o tempo passou: são as marcas da mudança. Mas algumas delas, talvez as mais importantes, estão invisíveis aos seus olhos, até aos meus. Hoje, eu não brinco de ser professora, descobri que nasci com esta missão e adoro ensinar. Não estou mais escrevendo no muro com um pedaço de tijolo ou carvão, mas escrevo com minhas atitudes palavras que ficarão gravadas na vida de cada criança ou adolescente que passa pela minha vida. Quero brincar de pique, correr do mal e me esconder nos braços de Deus. Ali, debaixo da Sua proteção, nada mais importa. Quero acreditar que tudo vai mudar, que no final, tudo vai dar certo. Quero ser uma criança dependente de Deus, do seu Pai, não quero soltar Sua mão!
     Quero ser feliz!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brincadeira de criança

          Você consegue se lembrar do presente mais precioso que recebeu quando criança? Consegue lembrar o que sentiu, da maneira que reagiu diante dessa surpresa? Eu me lembro da Barbie que ganhei... Hoje é tão comum, não é? Qualquer criança pode ter uma Barbie, mas para mim, era algo quase impossível. Improvável, talvez. Lembro-me de que uma certa noite, vi uma "estrela cadente". Qual foi meu pedido? Acertou quem disse "uma Barbie". E, no meu aniversário de nove anos, acordei com mamãe cantando "Parabéns pra você!" e deparei com uma caixa embrulhada com um papel azul cheio de ursinhos fofinhos! Quando abri... TCHÃ-RÃ!!! Minha BARBIE!!! Que felicidade! Ainda consigo sentir a mesma emoção que senti naquele momento! 
          Penso que todos nós, mesmo adultos, reagimos da mesma forma quando recebemos um presente. Uns menos esfuziantes que outros, mas todos ficamos felizes e queremos logo fazer uso do mesmo, ou exibi-lo aos outros. Mas por que será que não damos tanto valor àquilo que o Senhor nos dá? Claro que isso não é regra, por favor! Mas é algo a se pensar... O primeiro presente que recebemos de Deus é a VIDA. Você já viu alguém acordar pela manhã e fazer festa porque está vivo? Salvo aqueles que passam situações especiais (sobreviveram a um acidente ou estão condenados à morte).  Essas pessoas valorizam a vida porque, de alguam forma, viram-na escorrer por seus dedos, mas a recuperaram. Puxa, não sabia que viver era tão bom! Outros que recebem um prazo de poucos dias de vida, podem reagir de duas formas distintas: ou aproveitam cada dia ao máximo ou se entregam a uma contagem regressiva e morrem ainda em vida.
          Sabe quando você vê uma criança brincando com aquele carrinho novo? Ela brinca e quando termina, guarda na caixinha, com todo cuidado. E mantem esse ritual por alguns dias até que percebe que não precisa fazer isso sempre."Pra quê limpar o carrinho todos os dias se amanhã vai sujar de novo? Um dia sem limpar não vai fazer mal, não faz diferença...". "Pra quê guardar na caixa todo dia? Vou ter que tirar outra vez?"  "A rodinha do carrinho não está 100%... mas dá pra brincar assim mesmo". "A pintura está arranhada, mas tá tudo bem. Se eu passar um hidrocor, dá pra disfarçar".
          Quantas vezes nos comportamos da mesma forma com os talentos que Deus nos confiou? A princípio, o convite para integrar um ministério é empolgante! Agimos como aquela criança que cuida tão bem do brinquedo que recebeu. Mas, com o tempo, as exigências e o peso da responsabilidade  fazem com que percamos o vigor. Aquele cuidado de outrora, aquela vontade de manter tudo bonito já não é vista. Ensaiar... Ler a Bíblia... Jejum... Reunião de oração... "Pra quê fazer isso todos os dias se amanhã terei que fazer de novo? Um dia só não faz diferença". E assim, nossa vida cristã vai claudicando, como um carrinho com a roda empenada. Uma máscara, uma "pinturinha de hidrocor" pode esconder uma falha na aparência, mas ela continua ali. Paulo, o apóstolo, exortou a Timóteo para que não negligenciasse o dom que havia recebido (1Tm 4.14). Leia Mateus 25.14 a 30. É a famosa parábola dos talentos. Podemos concluir, após a leitura, que todos nós recebemos talentos, mas infelizmente não são todos que os que cuidam da forma como o Senhor espera que façamos. Negligenciar é deixar de fazer o que deveria ser feito, é fugir da responsabilidade, fazer pouco caso daquilo que recebeu. Muitas pessoas nunca prosperam na vida porque não querem se dar ao trabalho de enfrentar suas tarefas. Devemos lembrar sempre que tudo que temos vem de Deus e somos seus mordomos, ou seja, temos o privilégio de cuidar daquilo que Ele nos confiou.
          Portanto, queridos, ao primeiro sinal de "rodinha quebrada", devemos parar e reparar o problema. Mascarar nunca é a solução, "porque todas as coisas estão patentes e descobertas aos olhos daquele a quem temos que prestar contas" (Hebreus 4.13).
          Até a próxima!
         Em Cristo,

Claudi